Caixa já pagou R$ 179 bi em auxílio

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Pedro Guimarães. Crédito da foto: Tomaz Silva / Arquivo Agência Brasil

Pedro Guimarães, da Caixa: 109 milhões de cadastrados. Crédito da foto: Tomaz Silva / Arquivo Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal já pagou R$ 179 bilhões em benefícios relacionados ao auxílio emergencial oferecido pelo governo relacionado à pandemia de Covid-19, beneficiando 66,9 milhões de pessoas, por meio de 254 milhões de pagamentos em cinco parcelas, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Segundo ele, as regiões Norte e Nordeste tiveram um volume de pagamentos superior à representatividade que têm na composição do PIB, “numa demonstração empírica de que nessas regiões moram pessoas mais carentes”. Foram R$ 62,2 bilhões pagos em auxílio emergencial para a região Nordeste (14,7% de contribuição ao PIB) e R$ 19,3 bilhões para o Norte (5,6%).

A região Sudeste, entretanto, que tem contribuição de 36,8% no PIB, recebeu R$ 65,8 bilhões em auxílio emergencial, de acordo com o slide da apresentação. Guimarães falou ainda que a Caixa tem 109 milhões de pessoas cadastradas e já processadas, 67 milhões de elegíveis e cerca de 120 mil em análise e reanálise.

O presidente do banco também informou que há mais 275 mil novos beneficiários do auxílio receberão a partir do ciclo 2 de pagamentos. Segundo ele, a Caixa vai colocar a primeira parcela no segundo ciclo hoje. Para os ciclos 3 e 4, a Caixa realizará dois depósitos de uma única vez, de acordo com Guimarães, para evitar a criação de um novo calendário.

“A grande vantagem é que todas as pessoas recebem de acordo com o seu mês de nascimento, independente de que parcela for”, explicou ele. O Bolsa Família segue, entretanto, com seu calendário.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a reclamar, ontem, do custo mensal de R$ 50 bilhões do auxílio e afirmou que gostaria de destinar o valor para o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, investir em obras públicas. Após divergências explícitas ao longo da semana, Bolsonaro também falou que a equipe de Paulo Guedes informou que “a economia está reagindo” e que espera que isso aconteça de fato.

Bolsonaro repetiu que considera “pouco” a proposta da equipe econômica para a prorrogação do auxílio de R$ 200 por mês, mas que os atuais R$ 600 são “muito”. (Estadão Conteúdo)