Economia

Bolsa fecha em alta de 1,94%, a 100.274,52 pontos

As ações com maior alta foram Itaú PN (1,78%), Banco do Brasil ON (1,41%) e Bradesco PN (1,17%)

 

 

 

Ibovespa fecha com baixa de 2,43%
Fachada do prédio da Bolsa de Valores de São Paulo. Crédito da foto: Hugo Arce / FP (5/1/2014)

Após duas sessões negativas, que o fizeram retroceder dos 101 mil para os 98 mil pontos, o Ibovespa conseguiu recuperar o nível dos 100 mil nesta segunda-feira (14) ao fechar em alta de 1,94%, a 100.274,52 pontos, saindo de mínima na abertura a 98 366,62 pontos, com máxima a 100.519,80 pontos, em ganho então acima de 2%. A moderação das perdas nas ações de commodities, especialmente Petrobras, que segurava o índice desde a manhã, contribuiu para a acentuação dos ganhos na B3 a partir de meados da tarde, enquanto os setores de siderurgia e bancos se firmavam em direção única, positiva.

Assim, invertendo a dinâmica observada pela manhã, o Ibovespa superou avanço observado em Nova York, onde os ganhos ficaram entre 1,18% (Dow Jones) e 1,87% (Nasdaq) nesta segunda-feira. O giro financeiro na B3 foi de R$ 24,0 bilhões e, com o desempenho de hoje, o Ibovespa volta a subir no mês, 0,91%, cedendo agora 13,29% no ano.

Setor de maior peso no Ibovespa, o desempenho das ações de bancos foi fundamental para o sprint observado na etapa final dos negócios, com Itaú PN em alta de 1,78%, Banco do Brasil ON, de 1,41%, e Bradesco PN, de 1,17% no fechamento da sessão, ainda entre as ações mais descontadas no ano, e que tendem a ser beneficiadas por giro de carteira em direção a papéis que ofereçam oportunidade. Assim, mesmo sem notícias específicas, a recuperação ante as perdas vistas no setor na abertura fazem sentido, aponta Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos. As ações de bancos “sofreram muito com a pandemia – toda a questão de provisionamento para inadimplência – e vêm meio de lado desde então.”

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“Houve fluxo na parte da tarde para as ações do setor financeiro, o que ajudou o Ibovespa. Mas, fundamentalmente, não tem notícia nova. O mercado continua movido a fluxo, e o que vale num dia, acaba não valendo para o seguinte, então fica nesta volatilidade. Há muitas variáveis em aberto, incertezas que afetam não apenas a Bolsa, como juros e commodities. Impossível fazer previsão consistente, para qualquer lado que seja”, aponta Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença.

Na B3, destaque negativo nesta segunda-feira para Petrobras (PN -0,91% e ON -1,00%) em dia de moderado ajuste nos preços do insumo após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ter revisado a contração da demanda global em 2020, estimando também que a recuperação no próximo ano será mais lenta do que o imaginado anteriormente. Os impactos do furacão Sally na produção na costa do Golfo do México, por outro lado, contribuíram para limitar as perdas nos preços da commodity.

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Na ponta negativa do Ibovespa, PetroRio cedeu hoje 1,54%, seguida por Petrobras ON. No lado oposto, Yduqs subiu 7,96%, seguida por Gol (+7,29%) e Cielo (+6,98%) – destaque também para B3, em alta de 4,84% no fechamento. (Estadão Conteúdo)

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