Economia

Black Friday deve movimentar R$ 21 mi em Sorocaba

Expectativa é que parte dos consumidores aproveite as promoções para antecipar as compras de Natal
Data deve movimentar R$ 21 mi em Sorocaba
Procura maior deve ser por produtos com alto valor agregado. Crédito da foto: Erick Pinheiro / Arquivo JCS (23/11/2017)

Ano após ano, a Black Friday tem se tornado cada vez mais atrativa no Brasil. Em Sorocaba, de acordo com estimativa do site oficial do evento (blackfriday.com.br), a previsão de vendas em 2018 está acima de R$ 21 milhões — no Estado, o valor deve exceder os R$ 916 milhões. Na cidade, os shoppings e o comércio em geral vão aderir à proposta, criada pelo varejo nos Estados Unidos para liquidar estoques após o Dia de Ação de Graças.

De acordo com o diretor da blackfriday.com.br, Ricardo Bove, as compras para este ano devem ter o foco em produtos de maior valor agregado como smartphones, TVs, notebooks e eletrodomésticos. Em relação ao Brasil, Bove cita que a estimativa é de recorde na movimentação, ultrapassando os R$ 2,5 bilhões, o que representa aumento de 19% no comparativo a 2017.

Economista da Associação Comercial de Sorocaba (Acso) e Esamc Jr., Rafael Muscari, boa parte dos consumidores devem observar a Black Friday como uma oportunidade de antecipar as compras do Natal. “A data vem se consolidando no mercado brasileiro, se tornando uma excelente forma de as empresas venderem mais, seja liquidando os produtos, divulgando as mercadorias das novas coleções e produtos para o fim do ano”, afirma.

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Shoppings

Nos shoppings da cidade, a promessa é de boas ofertas. O Iguatemi Esplanada, desenvolveu um hotsite com os melhores descontos dos lojistas (o acesso pode ser feito pelo link https://bit.ly/2zlTAUz). A maioria das lojas ficará aberta das 10h às 22h, mas há exceções: as Lojas Americanas iniciam os trabalhos à meia-noite, o Magazine Luiza às 6h, Casas Bahia e Ponto Frio às 7h30 e Pernambucanas às 8h. “Estamos com ótimas expectativas para as vendas e atração do público”, afirma Alexandre Biancamano, diretor de marketing da rede Iguatemi.

No Pátio Cianê Shopping, conforme a gerente de marketing, Tassia de Carvalho, há uma “superexpectativa” para a data que, de acordo com ela, é a segunda que mais vende no varejo. No estabelecimento, que tem os jovens como 70% dos frequentadores, a Black Friday ganhará um novo nome, o de “Black Sextou”, termo rotineiramente usado pelo público mais novo. “Mais de 70 lojas vão abrir às 8h e as (Lojas) Americanas à meia-noite. O nosso fluxo diário é de 30 mil, mas a nossa projeção é de ‘bater’ 50 mil pessoas na sexta-feira”, aponta, projetando crescimento de 15% nas vendas em relação ao ano passado.

No Shopping Cidade, a aposta é estender a ação da Black Friday até o dia 25. “Teremos adesão da maior parte dos lojistas. Os que investem no setor de eletrodoméstico, principalmente, já se preparam para essa data”, comenta a gerente de marketing, Juliana Ramon. No Shopping Sorocaba, que abrirá às 7h, a campanha deve, conforme o gerente de marketing, Lucas Volpi, aumentar o fluxo nas chamadas “lojas âncoras”. “Temos 101 lojas e acreditamos que ao menos 80% participem”, prevê.

Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), metade do setor participará. “De fato, a Black Friday é muito forte no setor na categoria de bebidas alcoólicas por uma série de fatores, como parcerias com a indústria, o clima mais quente, a proximidade com o Natal e por ser a categoria que lançou o varejo alimentar a participar do evento”, avalia o economista da Apas, Thiago Berka.

Convergência de canais é uma realidade

Para uma Black Friday de sucesso, as lojas e estabelecimentos precisam se adequar cada vez mais a um conceito atual chamado de omnichannel. Trata-se, segundo informações do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), de “uma tendência do varejo que se baseia na convergência de todos os canais utilizados por uma empresa” para “fazer com que o consumidor não veja diferença entre o mundo online e o offline”. A etimologia da palavra, com o prefixo omni, que significa “tudo” e “inteiro” em latim, acompanhado de channel, canal em inglês, formaria o sentido de “todos os canais”.

A partir da integração dos canais, de acordo com o Sebrae, o consumidor pode satisfazer as necessidades onde e quando desejar, no momento em que considerar mais confortável, sem restrições de local, horário ou meio. “O omnichannel coloca o consumidor como o ‘centro do universo’, criando uma percepção positiva de sua experiência com a empresa, principalmente pela facilidade de acesso proporcionada tanto pela presença digital da marca (redes sociais, mobile etc.) quanto por suas instalações físicas (lojas, estandes, quiosques etc.)”, explica texto da entidade no site.

Para deixar ainda mais claro o conceito, o Sebrae exemplifica: “Se alguém quiser comprar um relógio, pode pesquisar na internet as melhores ofertas e pedir dicas aos amigos nas redes sociais. Em vez de ir diretamente a uma loja física, o cliente avalia as possibilidades de compra no ambiente digital e pode fazer a aquisição por meio de uma loja virtual, com a vantagem de receber o produto em casa. Caso não goste do relógio, ele pode ir até a loja, experimentar outros modelos e trocar o produto”.

Procon dá dicas

A pedido do Cruzeiro do Sul, o superintendente do Procon-Sorocaba, Laerte Molleta, deu algumas dicas aos consumidores. Confira abaixo:

– Planejamento: liste os produtos que precisa ou deseja e estipule um limite de gasto para não estourar o orçamento.
– Acompanhamento: observe os preços dos produtos em meses anteriores, para identificar as melhores ofertas e conferir os descontos.
– Sites internacionais: verifique se o site é brasileiro (final .com.br). compras em sites internacionais estão sujeitas a outros custos, bem como o Código de Defesa do Consumidor não se aplicará se a marca não tiver representantes no Brasil.
– Reputação: A Fundação Procon-SP tem, no endereço procon.sp.gov.br, o ranking das empresas que sofrem mais reclamações de consumidores.
– Prazo de arrependimento: em aquisições feitas fora do estabelecimento comercial (internet, telefone, a domicílio), o consumidor tem até sete dias, a partir da compra/entrega para “se arrepender”, cancelar, devolver o produto e pedir a devolução do valor pago. É importante, também, verificar a política de troca dos fornecedores.
– Página oficial: acesse sempre as páginas oficiais das lojas, tome cuidado ao clicar em links de ofertas recebidas por e-mail ou redes sociais.
– Salvar informações: O consumidor deve salvar ou imprimir todas as telas navegas para efetuar a compra, como as folhas de contratação (com preço, forma de pagamento, características e previsão de entrega). E sempre exigir a nota fiscal do produto, principal documento se necessária alguma reclamação a respeito.

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