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Barras de chocolate são opção aos ovos de Páscoa

Pesquisa indica que 36% dos entrevistados pretende comprar para a data
Barras de chocolate são opção aos ovos de Páscoa
Supermercados entregam produtos no sistema delivery. Crédito da foto: Fábio Rogério (26/3/2021)

Pela segunda vez, a Páscoa, um dos feriados mais esperados do ano pelas crianças, chega em meio à pandemia de Covid-19. Neste ano, a celebração ocorre no dia 4 de abril e carrega os reflexos socioeconômicos causados pelo novo coronavírus. O preço dos chocolates passa a ser fator determinante para a decisão de compra dos sorocabanos, que preferem comprar barras de chocolate ao invés dos ovos de páscoa.

Mesmo com as incertezas causadas pela pandemia, uma pesquisa da Associação Comercial de Sorocaba (Acso) mostra que 36% dos entrevistados pretendem fazer compras de Páscoa neste ano, 30,8% não vão comprar chocolates e 33% ainda estão indecisos. O estudo apontou também a tendência de queda no consumo de ovos de chocolate. Entre aqueles que pretendem comprar chocolates, 69% devem optar por ovos caseiros, enquanto 75,5% ficarão com as barras de chocolates ou bombons.

Para o gerente do supermercado Coop do bairro Árvore Grande, Augusto Cesar Joaquim, as vendas de ovos de Páscoa tem surpreendido positivamente. Ele diz que o consumidor frequenta a loja com menos frequência, mas em compensação compra mais. O gerente acredita que a venda de itens de Páscoa deve crescer de 10% a 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Joaquim acredita que esse aumento se deve ao fato do segmento supermercado estar classificado como comércio essencial. Com outros estabelecimentos fechados, os clientes vão até a loja para fazer compras a aproveitam para levar os ovos. Os produtos mais procurados são os infantis, seguidos dos zero lactose e diets. Além das gôndolas atrativas com os ovos, a loja oferece outros serviços para quem não quer sair de casa, como compras por aplicativo, delivery ou retirada.

A tradição de dar, pelo menos, uma lembrança no feriado segue firme, segundo o gerente. “As pessoas ainda têm o costume de brincar de amigo chocolate, mesmo com a turma em home office. Aqueles que têm família grande e não querem passar a data em branco, geralmente, compram barras de chocolate ou bombons para presentear.”

Barras de chocolate são opção aos ovos de Páscoa
Crianças esperam chocolate na Páscoa: seja algum ovo ou em outro formato. Crédito da foto: Fábio Rogério (26/3/2021)

O eletricista Mauro Nunes, que fazia compras pelo supermercado, achou os preços dos ovos mais altos neste ano. Nesta páscoa, ele comprou só para os filhos. Nunes enxergou uma alternativa nos chocolates em barra e bombons. “Está muito caro, vou comprar um estojo com bombons para a minha esposa. Tem que caber no bolso, né? A gente come ovo de Páscoa ou arroz e feijão”, brinca.

A autônoma Renata Gonçalves diz que vai comprar uma ou duas barras de chocolate para toda a família. “Antes eu fazia kits, cestas e, até mesmo ovos para os meus três filhos. Antigamente era mais fácil a gente comprar ovos caseiros, era mais em conta. Agora, o preço está igual aos que a gente vê nos supermercados”, avalia.

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Artesanais

Para quem procura uma opção alternativa aos ovos de Páscoa tradicionais, há os artesanais. Podem ser trufados, de colher, coloridos, veganos e muito mais. Os produtos fazem sucesso nas redes sociais. Nesta época do ano, é comum fotos de ovos transbordando recheio invadirem as telas de potenciais clientes.

Daniela Scomparim brinca dizendo que é “confeiteira de apartamento”. Ela trabalha sozinha com produção artesanal e é proprietária da confeitaria Adoráveis da Dani (@adoraveisdadani). Além dos ovos de Páscoa, Daniela também faz bolos personalizados, cupcakes, brownies e docinhos. Com produtos para todos os gostos, quem entra em seu perfil no instagram, sai com água na boca.

A confeiteira, que trabalha há quatro anos no ramo, diz que houve queda na procura por ovos artesanais em comparação ao ano passado. Ela notou que os clientes que têm o hábito de encomendar lembranças, ainda não fizeram as encomendas. “De 20 clientes que tem esse costume, quatro ou cinco encomendaram, neste ano. Em 2020, no início da pandemia, estendi as vendas até o mês de maio. Percebi que, durante a Páscoa, as pessoas compram ovos para presentear pessoas queridas. Após esse período, encomendam os doce para consumo próprio.”

A proprietária da Ynaê Cozinha, Jenifer Santos considera que as redes sociais são o maior meio de divulgação do seu trabalho. O perfil no Instagram (@ynae.cozinha) mostra fotos de confeitaria artesanal. Ela trabalha há dois anos e meio com produção artesanal e diz ter sentido o impacto da pandemia nos negócios.

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“Cheguei a ficar uns quatro ou cinco meses sem encomenda nenhuma. Mas consegui me virar ministrando cursos on-line de confeitaria vegana. Pessoas de outras cidades e países me procuraram para participar das aulas e aí as coisas melhoraram” relembra. Este ano, a confeiteira sentiu que houve melhora significativa nos pedidos e se sente esperançosa. (Wilma Antunes – programa de estágio / Supervisão: Marcelo Roma)

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