A magia do sorriso
O sorriso possui o sublime condão de aproximar pessoas.
Quando se caminha ao acaso, cruzando com desconhecidos, observe-se: basta sorrir para receber, em troca, um sorriso!
Mesmo estando os lábios ocultos por máscaras de proteção, as pessoas percebem-no e respondem a ele.
O sorriso encontra espaço nos mais diversos ambientes e situações.
Quando há alegria, naturalmente, ornamenta as faces dos presentes. Nos ambientes plenos de felicidade, os rostos iluminam-se. Os olhos brilham. Os sorrisos embelezam as fotografias. As faces sorridentes simbolizam singela união em torno dos acontecimentos.
Em casamentos, batizados, formaturas, inaugurações, à frente das vitrines de berçários, todos sorriem. O sorriso faz parte das confraternizações.
Entretanto, nos momentos em que a tristeza predomina, também o sorriso encontra espaço e pode desempenhar um importantíssimo papel: contribuir para que o sofrimento, ainda que não se atenue, receba um lampejo de persistência para ser enfrentado.
Nessas condições difíceis, o sorriso não se faz de alegria, mas de companheirismo, de compartilhamento da dor. Não há quem não identifique um sorriso tristonho, carregado de emoção, a proclamar que "amigos são para essas coisas", como rezam algumas canções.
O sorriso não se confunde com o riso. Este, muitas vezes, reflete comicidade e, até mesmo, menosprezo. O sorriso faz-se arauto da paz, da tranquilidade, da continuidade de um relacionamento. Aplica-se às relações pessoais e, também, aos negócios. Iniciar uma reunião de trabalho, uma negociação, uma palestra ou mesmo uma aula convencional, com trocas de sorrisos, facilita entendimento e cooperação.
Sorrir faz bem!
José Osmir Fiorelli, sócio emérito da Academia Sorocabana de Letras