Sorocabanos vivem diferentes experiências na Bienal do Livro
Leitores e escritora da cidade contam como foi participar da 28ª edição do evento, em São Paulo
Uma menina de 12 anos, uma autora em momento marcante da carreira, uma leitora que voltou para casa com 40 livros e uma adolescente em busca de sua autora favorita. De Sorocaba, diferentes histórias se encontraram na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada de 4 a 13 de setembro de 2026, no Distrito Anhembi.
Para Ana Júlia Pereira Nogueira, 12 anos, a edição foi a primeira experiência na Bienal. Acompanhada pelos pais e pela tia, ela levou uma mochila, uma pasta para os brindes, sua lista de livros e uma mala de rodinha. Leitora de vários gêneros, com preferência por romances, voltou para casa com 16 livros: quatro boxes e sete livros individuais. Para ela, a Bienal "é como um portal para mil mundos diferentes".
A escritora Adriane Siqueira viveu outro momento marcante, lançou oficialmente na Bienal "Chão de Giz", um manual prático e sensível para mudança de país. Em sua primeira experiência como autora exclusiva, a escritora lança um livro que representa sua transição para a Psicologia Intercultural. Na feira, ela conversou com leitores, autografou exemplares e recebeu feedbacks sobre a obra, dedicada a pessoas que planejam uma mudança de país e àquelas que acompanham esse processo, com atenção ao bem-estar e à saúde mental de quem migra. Adriane lança o livro em Sorocaba em 26 de setembro.
Aos 35 anos, Mariane Simioni participou de sua segunda Bienal e já pretende retornar em 2028. Leitora diária, aprecia alta fantasia, romantasia, romances contemporâneos e comédias românticas. A paixão pelos livros apareceu também nas compras, foram 35 livros para ela, quatro para as filhas e um para o marido. Para Mariane, a Bienal é um encontro de pessoas apaixonadas por histórias e conhecimento, além de um espaço de troca entre leitores.
Já Manuela Mariano, 15 anos, esteve no evento com os pais e duas amigas. Leitora de romances, foi especialmente motivada pela presença de Lynn Painter, que gostaria de assistir e de quem pretendia obter um autógrafo, mas não conseguiu a senha. Comprou um livro e aproveitou a experiência para conhecer os estandes. Entre seus autores favoritos estão Sarah Adams, Lynn Painter e Colleen Hoover, e Táticas do Amor é seu livro preferido.
Os relatos revelam diferentes maneiras de viver a Bienal, pela descoberta de novos livros e encontro com autores, pelo lançamento de uma obra ou simplesmente pela experiência de estar entre pessoas que compartilham o gosto pela leitura. Em comum, permanece a ideia de que a literatura também se constrói nesses encontros, entre leitores, histórias e novos mundos.