Preservação e aventura na Mata Atlântica

Por

No zoo, os animais roubam a cena, e a girafa é uma das estrelas da casa

A paisagem de São Paulo não se resume a prédios, avenidas e trânsito. Prova disso são os espaços de natureza preservada, que mostram uma outra face da capital. Foi o caso da visita ao Zoológico de São Paulo, que reúne mais de dois mil animais de aproximadamente 300 espécies.

Além de se encantar com os animais, a visita permite conhecer de perto o trabalho de conservação da biodiversidade. O espaço mantém programas voltados a espécies ameaçadas, como o lobo-guará, a onça-pintada e diferentes espécies de micos-leões, além de aves como a ararinha-azul e a arara-azul-de-lear.

Assim, o passeio ganha outra dimensão: por trás dos recintos e da observação dos animais, existe uma estrutura dedicada à conservação de espécies e à manutenção da biodiversidade.

Dentro do complexo que abriga o zoo, o visitante encontra outra surpresa: o Simba Safari. Reaberto em julho de 2025, depois de mais de duas décadas fora do circuito, o espaço ocupa cerca de 150 mil metros quadrados de Mata Atlântica e abriga mais de 300 animais de aproximadamente 40 espécies.

O percurso de 4 km é feito em caminhões adaptados e dura cerca de 35 minutos. Foi lá que avistamos um par de lobos Guará — mãe e filho — caminhando livremente no espaço.

A inspiração vem dos tradicionais safáris, mas o cenário é outro: uma área de Mata Atlântica dentro de São Paulo, que em um ano, já recebeu mais de 450 mil visitantes.

Juntos, zoológico e safári trazem diferentes oportunidades para a família. Para as crianças, é uma oportunidade de ver de perto diferentes espécies; para os adultos, a chance de conhecer iniciativas de conservação e lembrar que, mesmo dentro da grande metrópole do país, a natureza ainda tem seu espaço preservado. (C.S.)