Sorocabana lança 'Ringo' na Bienal do Livro de São Paulo

Com mais de 40 títulos publicados, a escritora Stefany Nunes apresenta romance sobre superação no ringue

Por Camila Santos

Stefany: "É muito gratificante ter uma obra lançada numa Bienal. É um momento marcante na minha carreira e eu estou muito animada"

A escritora sorocabana Stefany Nunes leva à Bienal do Livro de São Paulo o relançamento de "Ringo", romance que acompanha a trajetória de Ringo Hunt, um lutador aposentado precocemente por lesão que, após um evento traumático, decide retomar a carreira e enfrentar seus medos ao lado de Jane Palmer. A obra chega pela Editora Flyve, mesma casa que publicou o primeiro livro da autora, "A aposta de um cavalheiro", em 2021.

Com carreira consolidada no gênero romântico, Stefany soma mais de 40 livros publicados e conta que a nova edição de "Ringo" é motivo de orgulho especial. "Estou muito feliz com o relançamento de Ringo, pois eu acredito muito nessa história desde que a lancei de forma independente no digital em 2023", afirma.

A inspiração para a história nasceu do gosto da autora por boxe e por filmes esportivos como Rocky e Creed, durante um período em que já escrevia uma série de romances de época ambientada no universo do esporte. Sobre os protagonistas, ela resume: "Gosto de pensar que eles complementam um ao outro e que o amor os faz mais fortes."

Para Stefany, participar da Bienal representa um marco na carreira. "É muito gratificante ter uma obra lançada numa Bienal. É um momento marcante na minha carreira e eu estou muito animada", diz a autora, que hoje mantém carreira híbrida entre Brasil e Reino Unido, onde reside. Ela também destaca a força crescente dos autores independentes no mercado editorial brasileiro: "Os autores independentes trabalham duro todos os dias para lançarem seus livros e formarem seu público leitor. Fico feliz em ver tantos deles conquistando espaço no mercado editorial."

Questionada sobre os desafios de uma trajetória com mais de 40 títulos, a escritora aponta a profissionalização como divisor de águas. "Acredito que decidir me profissionalizar foi o primeiro passo para a carreira que tenho hoje", conta, ressaltando que segue estudando técnicas de escrita e acompanhando as mudanças do mercado.