Memória operária ganha ação para formar acervo
O passado industrial de Sorocaba será tema de uma roda de conversa aberta à comunidade amanhã (26), das 13h30 às 15h, no Beco Centro Cultural. Promovido pelo Centro de Memória Operária de Sorocaba e Região (CMOS), o encontro busca reunir relatos, documentos e objetos que contribuam para a construção de um acervo coletivo sobre a história dos trabalhadores da cidade.
A atividade integra as ações da Comissão em Prol do Museu da Tecelagem, formada por Flávia Aguilera, Graça Cleto, Amanda Senna, Giulia Carrara, Fernanda Ikedo e Ana Cláudia Castro. Na reunião, o grupo apresentará o trabalho já realizado e os próximos passos do projeto, que pretende implantar um Centro de Memória Operária e um Museu da Tecelagem em Sorocaba.
Após a apresentação, o público será convidado a compartilhar lembranças, histórias e experiências relacionadas ao universo do trabalho na cidade. Também poderão ser levados fotografias, documentos, uniformes, objetos e outros materiais que ajudem a preservar a memória operária e possam integrar o futuro acervo.
Como parte da programação, a artista e pesquisadora Ana Cláudia Castro fará retratos das pessoas interessadas em participar da iniciativa. As imagens passarão a compor um acervo contemporâneo voltado à pesquisa e à preservação da memória.
O projeto conta com o apoio da Associação Cultural de Fomento à Arte e Memória de Sorocaba e Região e tem como objetivo criar um espaço permanente dedicado à pesquisa, preservação e divulgação da história do trabalho no município. Além da forte tradição da indústria têxtil, a proposta também contempla a memória da ferrovia e de outros setores industriais que marcaram o desenvolvimento econômico e social de Sorocaba.
Segundo os organizadores, a participação da população é essencial para que esse patrimônio seja construído de forma colaborativa, reunindo histórias e memórias de quem ajudou a formar a identidade da cidade. O evento é gratuito e será na rua Dr. Arthur Martins, 219, Centro. (Da Redação)