Clube dos 27 inspira show no Dia Mundial do Rock

Banda Lady Madonna revisita clássicos de artistas como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehousew

Por Camila Santos

Eternizados no tempo: reunião impossível das vozes que definiram gerações e deixaram sua marca na história da música

A história do rock é marcada por artistas que mudaram a música para sempre e partiram cedo demais. Nomes como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehouse compartilham um destino que alimenta o imaginário popular há décadas: todos morreram aos 27 anos. A coincidência deu origem ao chamado "Clube dos 27", expressão cercada por misticismo, mas que também convida à reflexão sobre os efeitos da fama, dos excessos e da saúde mental na indústria musical.

Inspirada nesse legado, a banda Lady Madonna sobe ao palco do Pé Vermeio Bar, amanhã (13), Dia Mundial do Rock, para um espetáculo que homenageia alguns dos maiores nomes da história do gênero. A apresentação é gratuita e promete releituras com identidade própria, reunindo clássicos de Hendrix, Joplin, Morrison, Cobain, Winehouse, além de Brian Jones, dos Rolling Stones, e do bluesman Robert Johnson.

Segundo o empresário Fernando Bera, a proposta é unir a celebração da data a um tema que desperta curiosidade entre os fãs. "Vamos fazer um especial do Clube dos 27 no Dia Mundial do Rock. É uma oportunidade para explicar a história desses artistas que marcaram gerações e prestar uma homenagem por meio da música", afirma.

Para o baixista e vocalista Bruno Penha, um dos idealizadores do repertório, o fascínio em torno do Clube dos 27 vai muito além da coincidência da idade. "Existe o mito da genialidade interrompida. A morte no auge congela a imagem do artista como um ícone jovem e rebelde, enquanto a coincidência alimenta teorias e um certo misticismo", explica.

Ele destaca, porém, que o espetáculo busca valorizar principalmente a obra desses músicos. "O foco é celebrar a vida e a genialidade de cada um, não apenas o fim trágico. Também queremos provocar uma reflexão sobre o peso da fama e a importância da saúde mental. A arte permanece viva, mesmo quando a vida é breve."

A seleção das músicas, segundo Bruno, prioriza canções que definiram a identidade artística de cada homenageado. "São obras intensas, confessionais e que romperam padrões em suas épocas. Nosso desafio foi preservar a essência dessas composições, mas trazer a personalidade sonora da Lady Madonna, criando releituras contemporâneas sem descaracterizar os clássicos."

Formada por Thalia Vasconcelos (vocais), Bruno Penha (baixo e vocais), Gus Kussuki (guitarra) e Guilherme Gaba (bateria), a Lady Madonna aposta em arranjos que misturam grunge, blues e psicodelia para construir um espetáculo que revisita o passado sem abrir mão da identidade da banda.