Guri celebra 30 anos de parceria com a Fundação Casa
Projeto atende mais de 1,2 mil adolescentes no Estado
O programa Guri celebra, em 2026, 30 anos da parceria com a Fundação Casa, levando educação musical a adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em unidades de internação e internação provisória no Estado de São Paulo. Atualmente, a iniciativa está presente em 60 centros socioeducativos e atende mensalmente mais de 1,2 mil jovens na capital, interior e litoral paulista.
Na região de Sorocaba, o programa é desenvolvido em oito unidades da Fundação Casa: Cerqueira César, João Paulo II, Botucatu, Anita Garibaldi e Sorocaba I, II e III.
Criada em 1996, a parceria é resultado da atuação conjunta das Secretarias de Estado da Cultura, Economia e Indústria Criativas, responsável pelo Guri, gerido pela Santa Marcelina Cultura, e da Justiça e Cidadania, à qual a Fundação Casa é vinculada.
As aulas são realizadas dentro das próprias unidades socioeducativas e seguem as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). Além do ensino musical, o objetivo é contribuir para o desenvolvimento pessoal dos adolescentes, promovendo autoestima, disciplina, criatividade, convivência e autoconhecimento.
De acordo com a Secretaria da Cultura, a prática musical também favorece a formação cidadã e amplia as perspectivas de futuro dos participantes. Estudos realizados pelo programa apontam impactos positivos no desenvolvimento integral dos estudantes, incluindo avanços no controle emocional e no desempenho escolar.
Segundo a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Marilia Marton, a música desempenha um papel importante no processo socioeducativo. "A música não apenas educa, mas devolve a esses jovens a perspectiva de futuro, a disciplina e a autoestima. Celebrar três décadas de parceria entre o Guri e a Fundação Casa reafirma o compromisso do Governo do Estado em usar a arte como ponte para a inclusão e o resgate da cidadania", afirma.
Para o presidente interino da Fundação Casa, Oswaldo Caetano Junior, a iniciativa contribui para transformar a forma como os adolescentes enxergam a si mesmos. "A música muda a forma como esses adolescentes se veem e são vistos. Trabalhamos todos os dias para garantir que cada jovem em cumprimento de medida socioeducativa seja tratado como sujeito de direitos, de potência e de futuro, e a música é uma das ferramentas mais poderosas que temos para isso", destaca.
Continuidade após a medida socioeducativa
O processo de aprendizagem é organizado em ciclos trimestrais, com duas aulas semanais. Os adolescentes participam de cursos livres de curta duração, com atividades coletivas de canto, instrumentos musicais e ensaios, conduzidas por educadores especializados.
Após o cumprimento da medida socioeducativa, os participantes são incentivados a dar continuidade aos estudos musicais nos polos abertos do Guri. Atualmente, o programa oferece mais de 120 mil vagas distribuídas em 634 polos de ensino espalhados pela capital, região metropolitana, interior e litoral paulista, ampliando as oportunidades de formação artística e inclusão social. (Da Redação)