Escritor de Votorantim lançará livro na Bienal Internacional

Por Cruzeiro do Sul

Professor e poeta, Fabiano Campachi fará lançamento da obra no Distrito Anhembi

O escritor e professor Fabiano Campachi, morador de Votorantim, lançará seu novo livro durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento está marcado para o dia 5 de setembro e representa um momento especial na trajetória do autor, que chega ao quarto livro publicado — o primeiro no formato de crônicas.

Conhecido anteriormente pelos trabalhos voltados à poesia, Fabiano afirma que a nova obra nasce da vontade de transformar memórias e cenas do cotidiano em literatura. “A ideia de criar um livro de crônicas nasceu da vontade de contar histórias simples, mas carregadas de significado”, explica.

Segundo o escritor, grande parte da inspiração vem da infância vivida em Birigui, no interior paulista, às margens da antiga ferrovia Noroeste do Brasil. “Foi ali que aprendi a observar as pessoas, os encontros, as despedidas e os pequenos acontecimentos que marcam a memória e a vida”, relembra.

O lançamento na Bienal também carrega um significado afetivo e pessoal para o autor. Filho da periferia de Birigui, Fabiano conta que encontrou nos livros um espaço de acolhimento e transformação ainda na juventude. “Fui um garoto pobre e encontrei nos livros o meu grande refúgio. Minha mãe, muitas vezes, andava a pé e economizava o dinheiro da passagem de ônibus para poder me comprar livros. Estar hoje em um evento tão importante também é uma forma de agradecê-la por tudo o que fez”, afirma.

Professor de Língua Portuguesa há 21 anos, Fabiano é formado em Letras pela Fundação Educacional de Penápolis e pós-graduado em Literatura Brasileira. Desde 2012, atua na rede pública estadual, lecionando na Escola Carlos Augusto, em Piedade, cidade que, segundo ele, se tornou parte importante de sua trajetória profissional.

Em Votorantim, onde construiu sua vida pessoal e familiar, também mantém contato diário com estudantes, experiência que considera fundamental para sua produção literária. “Ter um professor que também é escritor desperta muita curiosidade nos alunos. Sempre que posso, trabalho em sala de aula com textos dos meus próprios livros, porque isso aproxima os jovens do universo da leitura e da escrita”, destaca.

Para o autor, incentivar o hábito da leitura segue sendo uma das principais ferramentas de transformação social e humana. A participação na Bienal Internacional do Livro marca não apenas um novo capítulo em sua carreira literária, mas também o reconhecimento de uma trajetória construída entre livros, salas de aula e histórias do cotidiano. (Camila Santos)