Médico lança livro sobre espiritualidade como apoio à cura
O médico Fábio Guerra, de Sorocaba, acaba de lançar o livro “Curas da Alma A Espiritualidade na Medicina”, obra que propõe uma reflexão sobre a presença da espiritualidade no cuidado clínico e a necessidade de resgatar uma abordagem mais humanizada dentro da medicina contemporânea.
Disponível em pré-venda na Amazon, o livro defende que espiritualidade não está necessariamente ligada à religião, mas à capacidade humana de encontrar sentido, coragem e equilíbrio diante do sofrimento, da dor e dos desafios da vida.
Com atuação voltada à cardiologia e à promoção da saúde mental, o escritor utiliza experiências acumuladas ao longo da carreira para discutir os impactos da rotina médica sobre profissionais da saúde e pacientes. Segundo o autor, a pandemia da Covid-19 intensificou o desgaste emocional de médicos e enfermeiros, submetidos a jornadas exaustivas, pressão constante e falta de estrutura adequada durante o período mais crítico da crise sanitária.
De acordo com o médico, esse cenário contribuiu para uma “mecanização” do atendimento, em que pacientes passaram a ser vistos apenas por diagnósticos e sintomas, deixando em segundo plano aspectos emocionais e humanos do cuidado. “O olhar humano perdeu espaço. Algo essencial acabou ficando em segundo plano, que é a compreensão do ser humano como uma totalidade”, afirma o autor na obra.
Para Fábio, a espiritualidade pode funcionar como elemento de apoio emocional tanto para pacientes quanto para profissionais da saúde, fortalecendo vínculos, escuta e acolhimento. Ele reforça que a proposta não é substituir a ciência, mas integrar aspectos humanos ao atendimento clínico. “A espiritualidade, nesse contexto, não significa religiosidade, nem doutrina, mas a dimensão que permite ao indivíduo encontrar sentido em meio ao sofrimento”, explica.
A obra reacende um debate presente há décadas no meio acadêmico e médico: até que ponto ciência e subjetividade podem coexistir na prática clínica. Segundo o autor, a separação rígida entre corpo e aspectos emocionais surgiu da tentativa de tornar a medicina mais objetiva e científica, mas acabou deixando lacunas na compreensão integral do paciente.
Ao longo do livro, o médico defende valores como escuta, presença, empatia e compaixão como pilares importantes no processo terapêutico, propondo uma reintegração entre ciência e humanidade. (Da Redação)