Fabi Bang destaca conexão com o público em encontro com fãs
Intérprete de Glinda em ‘Wicked’ participa de meet & greet em shopping e fala sobre os desafios e a renovação do teatro musical
A atriz Fabi Bang demonstrou, fora dos palcos, a mesma capacidade de conexão que a consagrou no teatro musical ao reunir centenas de fãs em um encontro especial no Iguatemi Esplanada. Em meio a fotos, conversas e entrevistas, a intérprete de Glinda, em “Wicked”, detalhou o processo de construção da personagem, o desafio de manter a espontaneidade em um espetáculo de longa temporada e o papel fundamental do público para que cada sessão seja única.
O meet & greet integrou a programação de “Wicked - A Experiência” e reuniu mais de 200 pessoas. A ação faz parte de uma iniciativa inédita, criada exclusivamente para o shopping, sem circulação por outras cidades, e que segue em cartaz até o dia 18. Durante a noite, fãs de diferentes idades formaram filas para registrar o momento ao lado da atriz, evidenciando o alcance do musical e a identificação do público com a história.
Durante a passagem por Sorocaba, Fabi destacou que o segredo para evitar que o espetáculo se torne automático está na escuta ativa em cena. Segundo ela, o teatro se renova justamente por ser uma arte viva, diretamente influenciada pela reação da plateia. “Eu preciso estar com a minha escuta muito aberta, não só para o meu colega, mas também para a plateia. A plateia dá sinais o tempo inteiro. Se eu estou conectada com o que está acontecendo e com como as pessoas estão reagindo naquele dia, automaticamente a peça vai ser inédita”, afirma.
Essa troca constante, de acordo com a atriz, permite ajustes sutis que mantêm o frescor da encenação. Fabi revelou que se permite pequenas mudanças ao longo das apresentações, sempre respeitando a estrutura do espetáculo e com autorização da equipe criativa. “Eu faço mudanças o tempo inteiro. Me aproprio muito da nossa cultura, de memes, de situações engraçadas daquela semana. Isso ajuda a aproximar o público de uma história que se passa em um universo de fantasia”, explica.
Ambientado no universo de “O Mágico de Oz”, o musical “Wicked” revisita a história das bruxas de Oz antes dos acontecimentos conhecidos pelo grande público, explorando temas como amizade, preconceito e pertencimento. Para Fabi, a força do espetáculo está justamente na abordagem de emoções universais. “A gente está tratando de emoções humanas. E o coração humano não muda nunca. São histórias que continuam tocando pessoas de todas as idades, independentemente da época.”
A atriz também comentou sobre o desafio de subir ao palco em dias emocionalmente difíceis, algo comum na rotina intensa do teatro. Segundo ela, existe um processo interno que permite separar a vida pessoal da performance. “Eu tenho um modo de operação que entra em cena comigo e se desconecta completamente do mundo fora do palco. É uma defesa. A persona que eu preciso assumir toma a frente da história”, explica. “Seja um dia bom ou ruim, eu preciso entregar um espetáculo à altura para quem está assistindo pela primeira vez.”
Com carreira consolidada no teatro musical brasileiro, Fabi Bang se tornou referência no gênero, especialmente por sua interpretação de Glinda, personagem marcada pelo carisma e pela complexidade emocional. Ao longo dos anos, ela acompanhou diferentes gerações se encantarem com o espetáculo, desde crianças que têm o primeiro contato com a história até adultos que revisitam o musical.
“Quando você conta essa história para uma criança de 10 anos hoje, você sabe que aquele coração foi fisgado. E essa criança passa a fazer parte de um legado. Ao mesmo tempo, pessoas mais velhas também se emocionam, cada uma à sua maneira, mas com a mesma intensidade”, comenta.
A passagem da atriz por Sorocaba reforça não apenas o sucesso de “Wicked” no Brasil, mas também a força do teatro musical como uma experiência que ultrapassa o palco. Ao aproximar artistas e espectadores, iniciativas como “Wicked - A Experiência” ampliam o impacto cultural do espetáculo e ajudam a manter viva a relação afetiva que o público constrói com a arte, uma conexão que, como define a própria Fabi, tem o poder de “curar corações, alma e espírito”.