Aula de mobilidade e defesa pessoal reúne mulheres no Proame
Na atualidade, saúde, bem-estar, autocuidado e segurança são importantes, principalmente para as mulheres. Pensando em uma forma de reunir todos os pontos, o programa Mulher em Movimento teve início na terça-feira (17), no Proame Itapeva (Programa de Amparo ao Menor), localizado na rua Antônio Antunes de Assis, 22 na Vila Pedroso, em Votorantim.
As aulas oferecem exercícios funcionais de mobilidade, alongamento e noções de defesa pessoal todas as terças e quintas-feiras, das 19h às 20h, no Proame Itapeva. Para participar, as interessadas devem procurar uma das unidades do Proame de Votorantim para fazer a inscrição.
Segundo a fisioterapeuta e faixa preta no judô Anne Caroline de Oliveira, o programa entende as necessidades das mulheres. “Nós entendemos que as mulheres precisam ter o tempo para si, não só para a defesa pessoal, para se sentirem mais seguras, mas a gente entende que a correria das mulheres de ser donas de casa, mãe e tudo mais, elas não têm quase um horário para conseguir se cuidar, fazer uma mobilidade, um alongamento”, explica.
Segundo a fisioterapeuta, a agressão contra a mulher acontece há muito tempo, mas agora as mulheres estão falando cada vez mais. “Infelizmente não vou dizer que é uma novidade isso. Eu acho que a diferença do que aconteceu no passado para hoje é que a gente parou de fingir. As mulheres na nossa atualidade conseguem ter voz hoje, ainda bem, para poder se defender e falar basta, não quero mais isso”, afirma.
A defesa pessoal é uma necessidade que está sendo incorporada nas atividades. “Sempre a ideia da defesa pessoal nunca é o confronto direto com o agressor, mas sim a gente conseguir sobreviver. Então a gente conseguir escapar de uma situação para a gente poder fugir mesmo. A realidade é essa, sempre a buscar sobreviver. Eu acho que as mulheres se sentindo mais seguras de si, a gente já está um passo à frente em muita coisa. Esse é sempre o nosso objetivo”, afirma Anne.
Na primeira noite, compareceram nove alunas, de todas as idades. A cozinheira escolar Graziele Ribeiro, de 36 anos, foi a aula com suas duas filhas, ela busca começar a se exercitar. “Eu preciso movimentar o meu corpo, porque eu sou sedentária”, compartilha.
Já a parte de defesa pessoal interessou Graziele principalmente pelas filhas. “Está bem difícil hoje em dia, tanta coisa acontecendo então é bom para elas saberem se defender de alguma coisa, se Deus quiser não, mas se acontecer algo”, afirma.
Outra aluna, a também cozinheira Maria do Rosário Pereira de Lima, de 59 anos, descobriu as aulas por um post de uma colega nas redes sociais. “É bom fazer atividades físicas, para o dia a dia”, comenta.
A faixineira Selma Antunes, de 60 anos, conta que aproveitou a oportunidade de voltar a fazer ginástica. “É uma coisa que a gente não tinha, é uma novidade para nós que trabalhamos o dia inteiro, a noite é excelente para nós, que a gente tenha um tempinho”.
A iniciativa é uma parceria com a Secretaria de Mobilidade e Geração de Renda (Seci).