Músico ituano faz sucesso nos Estados Unidos

Trajetória do trombonista inclui atuação como docente e carreira musical internacional

Por Vernihu Oswaldo

Músico nascido em Itu atua como professor universitário, trombonista e articulador de intercâmbio

Vernihu Oswaldo

O trombone é um instrumento da família dos metais. Com timbre de médio alcance, costuma ocupar espaço nos arranjos e chamar a atenção do público. Foi com ele que Felipe Brito começou a escrever sua trajetória. Nascido em Itu (SP), é músico, educador e gestor cultural.

Felipe relata que o primeiro contato com a música ocorreu ao ingressar na banda da Escola Convenção. O trombone veio depois. “O trombone começou mais tarde, com o professor Geraldo Domingues, na escola Monteiro Lobato”, afirma.

Na sequência, ingressou no curso de música e passou a se destacar na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Durante a graduação, recebeu incentivo de professores norte-americanos para seguir carreira internacional. Em 2012, mudou-se para os Estados Unidos, onde conquistou bolsa integral para o mestrado.

Ao longo dos anos, Felipe acumulou prêmios e passou a atuar como trombonista principal do Cleveland Institute of Music.

Desde 2021, é professor de Trombone e diretor de Jazz e Música Comercial da Southeast Missouri State University (Semo). Entre as atribuições, dirige duas big bands, que reúnem mais de 50 estudantes e realizam cinco concertos por ano.

Em 2025, recebeu o Semo Research and Creative Activity Award, reconhecimento por sua atuação artística, acadêmica e social na universidade. Também passou a integrar, como trombonista substituto, a produção da Broadway Buena Vista Social Club, o que ampliou sua projeção internacional.

Conexão permanente com o Brasil e impacto social

Mesmo com a carreira consolidada nos Estados Unidos, Felipe mantém vínculo ativo com o Brasil. Todos os anos, retorna ao país para recrutar jovens talentos em escolas públicas, universidades e projetos sociais. Em 2024, visitou instituições como Faetec, Escola de Música da Rocinha, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Orquestra de Heliópolis, Projeto Guri, Unicamp e o Colégio Anglo de Itu.

Como resultado direto desse trabalho, três estudantes brasileiros, Mayara, Matheus e Gustavo, conquistaram bolsas integrais e ingressaram na Semo em 2025, ampliando o intercâmbio acadêmico entre Brasil e Estados Unidos.

Para o futuro, o músico planeja aumentar a agenda de shows no Brasil.

Álbum de estreia

Em setembro de 2024, Felipe lançou o álbum de estreia ‘Não Deixe para Amanhã’, pelo selo nova-iorquino Outside in Music, comandado por Nick Finzer. O trabalho reúne composições que dialogam com o jazz e ritmos brasileiros, como samba e bossa nova.

O disco conta com a participação de músicos brasileiros, entre eles Adonias Junior (engenharia de som), Raphael Ferreira (saxofone), Fábio Leandro (piano), Rodrigo Bras (bateria) e Jackson Silva (baixo).