Museu de História Natural Irmã Lydia Renz preserva mais de 3 mil itens

Espaço localizado em Sorocaba é gratuito e aberto ao público

Por Cruzeiro do Sul

Museu de História Natural tem mais de 3 mil itens

 

 

 

Entre os corredores do Colégio Santa Escolástica, em Sorocaba, uma porta leva ao Museu de História Natural Irmã Lydia Renz. O local reúne fósseis, esqueletos, minerais e animais taxidermizados. A visita é gratuita e ocorre de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h, e aos sábados, das 9h30 às 15h30, mediante agendamento para escolas. Durante o passeio, os estudantes também participam de atividades práticas e demonstrações no Laboratório Irmã Gabriela Deng, localizado dentro do colégio.

A coleção teve início em 1935, no Colégio Santo Amaro, no Rio de Janeiro, como material de apoio ao ensino de ciências e biologia. Em 2021, o museu foi transferido para Sorocaba e inaugurado no ano seguinte. A mudança envolveu etapas específicas, como o transporte realizado por empresas com experiência em obras de arte e itens museológicos, e a restauração de peças que estavam há anos sem manutenção, explica a professora Maria Adelina Rovarato Antunes, bióloga responsável pelo museu.

Atualmente, o espaço reúne mais de 3 mil itens catalogados. “Entre as peças que mais chamam a atenção do público estão o fragmento do meteorito Bendegó, também presente na coleção do Museu Nacional; uma preguiça empalhada; esqueletos humanos e fetos conservados; além de um diorama de ecossistemas aquáticos e uma coleção de aves taxidermizadas”, afirma Maria Adelina.

A visita à unidade museológica é sempre uma surpresa, especialmente para as crianças. A educadora responsável pelo centro de preservação descreve os olhos atentos e as expressões de quem entra ali pela primeira vez. “Muitos pensam que os animais empalhados são de mentira, feitos de resina ou plástico. Quando descobrem que são reais, ficam ainda mais impressionados. Há crianças que nunca viram uma preguiça, uma arara-azul ou uma cutia. E, ao verem, se encantam”, conta Maria.

Boa parte da coleção permanece na chamada “reserva técnica”, onde as peças passam por restauração antes de serem exibidas. Entre elas está o couro de uma sucuri de mais de quatro metros, que se partiu por causa do ressecamento e em breve poderá ser remontado e exposto. Outras mostras temáticas, como coleções de ovos e ninhos ou trabalhos de artesanato indígena, são organizadas em datas específicas, como a Páscoa e o Dia do Índio, explica a bióloga.

O legado da Irmã Lydia ultrapassa as peças reunidas ao longo dos anos. “Sua dedicação à ciência, à busca pelo conhecimento em livros, museus e trocas com pesquisadores e seu compromisso com o ensino permanecem”, afirma a professora.

Atualmente, a instituição busca ampliar sua visibilidade. Ainda pouco conhecida fora da comunidade escolar, começa a se consolidar como opção de visita educativa na cidade. Mais do que um local de exposição, o Museu propõe uma conexão entre o passado da ciência, o presente da educação e o futuro da preservação.

Cursos e oficinas na unidade do Museu de História Natural

O Museu Catavento, em São Paulo, em parceria com o Museu de História Natural Irmã Lydia Renz, realiza no dia 30 de outubro, das 10h às 12h, a continuação do terceiro módulo do curso de longa duração “Museologia e seus Processos”, promovido pelo Programa Conexões Museus-SP. O curso, também, gratuito, propõe, ao longo dos próximos anos, uma imersão anual em temas ligados ao campo museal e à Museologia. O terceiro módulo tem como foco os “Museus de Ciências”. As aulas serão no formato hibrido. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://forms.office.com/r/A1vJzbDSxu.

No mesmo dia, das 13h às 15h, o programa realiza a oficina “Práticas de Conservação de Acervos Biológicos”. A atividade apresenta e exercita técnicas voltadas à preservação física de acervos biológicos para fins científicos e educativos. Os encontros serão presenciais. Interessados podem se inscrever no link:https://forms.office.com/r/jCBBnHpNmb

O Colégio Santa Escolástica fica na rua Paula Souza, Centro, Sorocaba. A visitação é gratuita aos sábados, no horário das 10h às 15h, mediante agendamento pelo telefone: (15) 98111-1847. (Lavínia Carvalho -  programa de estágio)