Restauração dos telhados da Fábrica São Pedro em Itu ampliará áreas de exposições
Fábrica têxtil atualmente abriga o Museu Fama, o Museus Asas de um Sonho e diversos ateliês
O Centro Cultural Fábrica São Pedro vai ampliar seu espaço com a reparação dos telhados de oito galpões do complexo industrial. A obra é prevista para durar doze meses e irá recuperar 4.526 m² dos telhados, e o projeto também prevê atividades de educação patrimonial, abrindo o canteiro de construção para visitas durante diferentes fases.
O Centro Cultural está localizado na antiga fábrica de tecidos Companhia Fiação e Tecelagem São Pedro. A Companhia, fundada em 1911, chegou a ser a segunda maior fábrica têxtil do Estado de São Paulo e atualmente abriga o Museu Fama, o Museu Asas de um Sonho e diversos ateliês, galerias, espaços de arte e design, escritórios, além de espaço de eventos e restaurante. O local é reconhecido como Patrimônio Arquitetônico Industrial desde 2003 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).
Marcos Amaro, artista plástico e empresário, adquiriu a propriedade do museu em 2017; desde então, o local passa por um processo de revitalização e segundo Emerson Castilho, museólogo e diretor cultural, a reconstrução dos espaços ocorre “em busca de uma estabilidade financeira em torno da ideia de cultura criativa”.
Restauração
As construções vão ocorrer através do Programa de Fomento CultSP, em que o Governo do Estado de São Paulo disponibiliza fundos por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc. A instituição conseguiu o apoio do Programa por meio de um edital escrito por Castilho e por Maitê Velho, produtora cultural e gestora de projetos, que apresentava o plano de restauração dos oito complexos de galpões da Fábrica São Pedro.
“As obras serão 100% voltadas para o telhado”, conta Castilho. “A intenção é recuperar o máximo de material possível”. Velho conta que “a restauração terá início com o levantamento e avaliação dos materiais dos telhados. Em seguida, arquitetos especializados irão estudar as condições das telhas e vigas de madeira, e verificar o que pode ou não ser utilizado”. O levantamento é previsto para durar 15 dias, e a recuperação irá começar a partir do término das análises. Visitantes poderão acompanhar o processo de reconstrução, assim que os procedimentos de segurança estiverem em ordem.
Sandra Senamo, presidente do Museu Fama e diretora do Centro Cultural, diz que “isso não vai ser importante só para Itu, mas para todas as cidades do Brasil, até para o exterior”. Senamo reforça a importância da restauração aos museus: “ao entrar nesta antiga fábrica de tecidos, onde muitos moradores da cidade trabalharam, o público será tomado por um forte sentimento de memória coletiva, uma nostalgia muito grande”. (Layla de Oliveira)