Museu do Amanhã inicia a celebração dos seus 10 anos
O misterioso universo dos sonhos sob diferentes perspectivas é o tema da mais nova exposição do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. “Sonhos: História, Ciência e Utopia” marca o início da programação comemorativa dos 10 anos da instituição, que serão completados em dezembro de 2025.
A mostra traz a complexa teia dos sonhos, sejam lúcidos ou lúdicos, analisados por cientistas ou interpretados por esotéricos; sejam os que moveram a psicanálise de Freud, inspiram a vida e a arte; ou os que dependem do descanso para trazerem saúde e qualidade de vida; sejam eles os sonhos dos ancestrais e as utopias futuras.
Com curadoria do neurocientista Sidarta Ribeiro, a mostra é baseada no seu livro “O Oráculo da Noite: a história e a ciência do sonho”.
“O conceito primordial dessa exposição é que sem a capacidade de sonhar e construir o que o sonho propõe, a gente não tem um futuro como espécie. A exposição parte da ideia de que o sonho foi, é e continuará sendo uma ferramenta de sobrevivência e um espaço para construir um futuro viável, não só para a nossa espécie, como todas as outras que a gente está neste momento colocando em risco. A exposição faz uma crítica muito contundente desse presente, desse momento em que a gente dorme tão mal, e que busca dialogar com a ciência, não só universitária mas com as ciências indígenas, de matriz africana que lidam com o sonho de uma maneira irreverente”, explicou Sidarta.
A mostra se inicia com a instalação Labirinto - Somos Descendentes de Sonhadores. Simulando um labirinto, com ilustrações, texto e jogos de luz e sombra, o visitante perpassa um panorama histórico de como os sonhos têm sido usados por diferentes povos e em diversas épocas como ferramentas de decisão, criação e aprendizado. Em seguida, em “Meditação - Sonhar-criar” há um espaço de meditação guiada pela voz de Sidarta aliada a sonoridades brasileiras.
Em parceria com o Museu de Imagens do Inconsciente, a exposição faz uma homenagem ao trabalho iniciado por Nise da Silveira, que entende a arte como reveladora das riquezas do inconsciente e como uma potente contribuição na luta contra os estigmas associados aos portadores de transtornos psíquicos.
Um conjunto de 18 obras de artistas emblemáticos que passaram pela instituição, como Adelina Gomes, Carlos Pertuis, Emygio de Barros e Fernando Diniz, são exibidas para representar o que podemos acessar através dos sonhos.
Na seção interativa “O Sono é a Cama do Sonho” pode-se experimentar o ciclo do sono - o que acontece conosco em cada uma de suas fases, por meio de jogos e instalações.
No último setor, “Utopias”, obras interativas se utilizam de recursos como inteligência artificial e produção de vídeos; e, encerrando o percurso, o visitante se depara com uma imersão na “Galeria de sonhos e de grandes sonhadores”, homenagem a sonhadores de nossa história como Bertha Lutz, Cacique Raoni, Chico Mendes, Darcy Ribeiro, Dona Ivone Lara, Lélia Gonzalez, Martin Luther King, Nise da Silveira, Paulo Freire, Pepe Mujica e Yoko Ono.
O Museu do Amanhã, que já recebeu 6,8 milhões de visitantes desde sua abertura em 2015, está localizado na praça Mauá, zona portuária da cidade do Rio de Janeiro/RJ, e funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 18h, com última entrada para visitação às 17h. Ingressos: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia). Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos os visitantes. (Da Redação, com informações do museu)