Waldemar Iglésias Fernandes é tema do ‘Encontros com o Mito’

Atividade gratuita será no Gabinete de Leitura Sorocabano

Por Cruzeiro do Sul

Gabinete de Leitura Sorocabano promove encontro sobre Waldemar, que escritor, cronista e pesquisador e viveu em Sorocaba por muitos anos

A figura de Waldemar Iglésias Fernandes, escritor e pesquisador piracicabano que residiu por muito tempo em Sorocaba é o tema da edição deste mês do projeto Encontros com o Mito. A atividade acontece amanhã à tarde (16) no Gabinete de Leitura Sorocabano e tem entrada gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.

Coordenado pelo pesquisador sorocabano, José Rubens Incao, os encontros realizados pelo projeto abordam diferentes temas ligados à mitologia, artes, literatura, música, ente outros, por meio de bate papo informais acompanhados de apostilas sobre os temas. A atividade acontece das 14h às 16h.

O Gabinete de Leitura fica na rua Coronel Benedito Píres, 21, no Centro. Mais informações sobre a entidade e os serviços oferecidos podem ser obtidas pelo (15) 3232-0768.

Waldemar Fernandes

Escritor, folclorista, pesquisador e cinéfilo, Waldemar nasceu em Piracicaba, interior paulista, em 24 de agosto de 1929. Desde os seis anos de idade ia ao cinema, e apaixonou-se pelo tema. Iniciou jovem na Estrada de Ferro Sorocabana, onde veio a se aposentar. Atuou no Museu Prudente de Moraes e Clube Cristóvão Colombo, em Piracicaba.

Residindo em Sorocaba, foi grande amigo do também escritor Afonso Celso de Oliveira e de Aluísio de Almeida. Vinha todo final de semana visitar Aluísio, auxiliando-o na organização e transcrição de seus textos. Trabalhou no Instituto Histórico Sorocabano, onde organizou todo o acervo de Aluísio de Almeida, encadernando suas obras, organizando artigos e buscando publicar muitos dos originais do historiador.

Exerceu suas atividades também no Gabinete de Leitura Sorocabano, organizando acervo e no atendimento à pesquisa e na Biblioteca Infantil Municipal.

Auxiliou como consultor no Cinebando Cineclube mantido pela Biblioteca Municipal , através do trabalho fecundo de Marisa Pellegrini, Gai Sang e Edeméia Pereira. Durante este período conheceu o cineasta Joel Yamagi, que, tempos depois, realizou o curta metragem “O expectador que o cinema esqueceu”, sobre a vida de Waldemar.

Solteiro, terminou seus dias em sua residência, na rua Saldanha Marinho, sem permitir a entrada de aparelho de televisão que, segundo ele, ocuparia o tempo de suas leituras, idas semanais ao cinema e receber amigos.

Estreou como contista em 1950, na Revista da Semana, do Rio de Janeiro. É autor dos livros: “Papéis trocados” (1959), “Algumas estórias populares colhidas em Sorocaba” (1970), “82 estórias populares colhidas em Piracicaba” ( 1971), “Um velho caderno sul-mineiro” (1972), “Lendas e crendices de Piracicaba e outros estudos” (1975), “52 estórias populares (Sul de São Paulo Sul de Minas)” (1978), “Cornélio Pires e o conto folclórico” (1987), entre outros.

Faleceu no dia 22 de abril de 1998. Todo seu acervo em livros e manuscritos foram doados pela família de Waldemar à Biblioteca Infantil de Sorocaba e encontra-se à disposição para pesquisa. (Da Redação)