OSS passa a ter 14 músicos a mais em 2023
Em coletiva de imprensa, Orquestra também divulgou calendário de atividades e concertos para o ano
A Orquestra Sinfônica de Sorocaba (OSS) terá mais 14 músicos, bem como concertos musicais em dias e horários diferentes neste ano. Todas as informações e novidades da temporada de 2023 foram apresentadas ontem (2), em coletiva de imprensa na Sala Fundec. A Fundação de Desenvolvimento Cultural de Sorocaba (Fundec) é a mantenedora da OSS.
Durante o ano, a orquestra fará 25 concertos, além de ensaios abertos e ações pedagógicas. Do total, 22 apresentações serão em Sorocaba. Haverá, também, duas na Sala São Paulo, do Complexo Cultural Júlio Prestes, na capital paulista, em março e outubro. A Sinfônica ainda subirá ao palco do Festival Internacional de Inverno de Campos do João, em julho, pela segunda vez.
O primeiro concerto acontece na próxima sexta-feira (10), às 19h, na Sala Fundec. O último ocorrerá em 12 de dezembro, no mesmo local.
Descubra a Orquestra
Além disso, os músicos participarão do programa Descubra a Orquestra, da Fundação Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Nele, mais de 2.400 alunos de escolas estudais conhecerão sobre o funcionamento de uma orquestra.
Séries
A programação será dividida em duas séries. A primeira, intitulada “Temporada Maestro Ostergen”, homenageará Eduardo Ostergen, maestro emérito da OSS. Ele esteve à frente da direção artística ao longo de 30 anos. O repertório será formado por mais de 50 obras de compositores nacionais e mundiais, incluindo o sorocabano Nilson Lombardi.
Já a segunda, chamada “Diversidade”, terá seleção musical mista. Contemplará, por exemplo, ritmos clássicos brasileiros e canções dos filmes de Charlie Chaplin. “Vai trazer a diversidade cultural, de linguagem e artística que temos na cidade e no País”, disse o diretor artístico, o maestro Eduardo Pereira.
Mais músicos
A principal novidade desta temporada é a ampliação do número de integrantes da OSS, de 36 para 50. De acordo com os responsáveis pela Sinfônica, esse reforço eleva as condições de execução de repertório e amplifica a potência sonora.
Os membros estão divididos nas seguintes categorias de instrumentos: violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, flautas, oboés, clarinetes, fagotes, trompas, trompetes, trombones e percussão. Entre eles, há nove alunos do Instituto Municipal de Música de Sorocaba (IMMS), também mantido pelo Fundec. Selecionados por meio de audições, todos irão estagiar na Sinfônica em 2023.
Alteração de dias e horários
Outra mudança será quanto aos dias e horários dos concertos. A partir de agora, eles acontecerão às sextas e domingos, e não mais às quintas. Igualmente, haverá dois concertos em sábados, ao longo do ano. Também já estão programadas apresentações matinais, aos domingos, na Fundec.
Segundo Pereira, essa alteração visa possibilitar que mais pessoas, de diferentes públicos, possam conhecer e prestigiar o trabalho da orquestra, sobretudo, em dias livres. “Nós queremos popularizar a orquestra, no sentido de a levarmos para a população”, falou.
Conforme o presidente da Fundec, Antônio Carlos Sampaio, esse objetivo fortalece o foco da fundação de levar cultura para todos e democratizar o acesso à música. Ele cita que dados comprovam o papel da instituição nesse aspecto. De acordo com Sampaio, 39% dos alunos são da zona norte; 28%, da região leste; 24%, da oeste; 6%, da área central; e 3%, da sul. “Isso prova que, além de ser um sistema extremamente democrático, porque a zona norte também tem a maior população, então, tem o maior percentual, quebra uma imagem de que somente as pessoas com poder aquisitivo maior têm acesso à música erudita”, comentou. “Além do que, ela (Fundec) é igualitária. É um sistema gratuito, não cobramos nenhuma taxa, e que proporciona essa oportunidade igualmente a todos os cidadão”, completou.
Convidados
Participações de músicos convidados, nacionais e internacionais, nas apresentações da Sinfônica, em, pelo menos, quatro meses, também foram anunciadas. Em março, a OSS volta a receber o pianista português Bernardo Santos. Ele incluirá Sorocaba em sua turnê internacional. Em abril, será a vez do solista Emannuelle Baldini, violinista e spalla (primeiro/violino) da Osesp.
Depois, em maio, Albert Khattar, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), se apresentará ao lado da orquestra. Ele proporcionará uma experiência diferente com tuba. Já em novembro, Ricardo Santos, trombonista-baixo da Orquestra Sinfônica Brasileira, dividirá o palco com a expoente sorocabana.
Trabalho em prol da sociedade
O evento ainda contou com as presenças do secretário de Cultura, Luiz Antonio Zamuner, e da presidente do IMMS, Tânia Cristina dos Santos Boy. Zamuner já presidiu a Fundec. Segundo ele, o investimento na Fundação volta em prol da própria sociedade, por meio do trabalho -- e dos resultados -- que ela desenvolve. “O retorno que a cidade tem é na ordem de duas a três vezes mais do que cada centavo que é empregado aqui”, destacou.