O adeus do ‘Tremendão’ e ‘amigo de fé’ do Roberto

Morre ao 81 anos Erasmo Carlos, cantor e compositor de sucessos

Por Cruzeiro do Sul

Erasmo Carlos tocando numa das vezes que esteve em Sorocaba

O cantor e compositor Erasmo Carlos, 81 anos, morreu ontem (22) em decorrência de problemas causados por uma síndrome edemigênica (quando há excesso de líquido nos tecidos do corpo), informou o filho do cantor, Gil Eduardo Esteves. Ele estava internado num hospital do Rio de Janeiro.

Em agosto de 2021, o cantor chegou a ficar internado por oito dias, após ter sido infectado pelo coronavírus. Em outubro deste ano, voltou a ser hospitalizado com quadro de síndrome edemigênica e teve alta no início de novembro. Na manhã desta terça, novamente precisou ser hospitalizado.

O trabalho mais recente de Erasmo Carlos foi o álbum “O Futuro Pertence a... Jovem Guarda”. Lançado em fevereiro, o disco traz oito releituras de sucessos da época da Jovem Guarda que ficaram marcados na voz de outros cantores: Nasci Pra Chorar, O Ritmo da Chuva, Alguém na Multidão, O Tijolinho, Esqueça, A Volta, Devolva-Me e O Bom. Na última edição do Grammy Latino, no dia 17 deste mês, ele ganhou na categoria melhor disco de rock de língua portuguesa ou álbum alternativo.

Carreira

Um dos principais nomes do movimento da Jovem Guarda, junto com Roberto Carlos e Wanderléa, nos anos 1960, Erasmo Carlos nasceu no Rio de Janeiro, em 1941. No final da década de 1950, passou a integrar o grupo “The Boys of Rock”, que depois passou a se chamar “The Snakes”.

Em 1962, Erasmo tem sua primeira composição, “Eu Quero Twist”, uma parceria com Carlos Imperial, gravada por Agnaldo Rayol. Ainda no início dos anos 1960, tem uma breve passagem pelo grupo “Renato e seus Blue Caps”, com quem gravou o segundo LP da banda. Em 1964, começa a carreira solo, gravando o compacto “Terror dos Namorado” e a música “Festa de Arromba”, um de seus primeiros grandes sucessos, ambos feitos em parceria com Roberto Carlos. Ainda com Roberto, gravou “Quero que Tudo Vá pro Inferno”. Em 1965, passa a comandar, com Roberto Carlos e Wanderléa, o programa musical “Jovem Guarda”, na TV Record, onde ganha o apelido de “Tremendão”. No mesmo ano, lança seu primeiro LP, “A Pescaria”.

Também atua em filmes como “Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa” (1969), “A 300 Quilômetros por Hora” (1970), ambos do diretor Roberto Farias, e “Os Machões” (1971), dirigido por Reginaldo Faria. Em sua longa carreira, gravou músicas próprias, muitas em parceria com Roberto Carlos, e composições de músicos como Caetano Veloso, Ary Barroso, Taiguara, Belchior e Gilberto Gil. (Agência Brasil e Estadão Conteúdo)