Ilustrador Elifas Andreato morre aos 76 anos em São Paulo

Por Cruzeiro do Sul

Andreato ilustrou mais de 300 capas de discos.

Elifas Andreato, ilustrador e um dos maiores designers gráficos do Brasil, responsável por inúmeras capas de discos que entraram para a história e de livros, além de cartazes e outros trabalhos, morreu aos 76 anos, na madrugada de ontem (29). A informação foi divulgada por seu irmão, o ator Elias Andreato, em seu perfil no Instagram. Elifas Andreato estava internado desde a última semana, após ter sofrido um enfarte. Seu corpo será cremado às 16h, no Crematório Vila Alpina, na capital paulista.

Ao longo de mais de 50 anos de carreira, Elifas fez mais de 300 capas de discos de artistas como Chico Buarque, Elis Regina, Adoniran Barbosa, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Toquinho e Vinicius de Moraes. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque, “A Rosa do Povo”, de Martinho da Vila, “Arca de Noé”, clássico que embalou gerações de crianças brasileiras, e “Nervos de Aço”, de Paulinho da Viola. Entre as capas de livros que fez, destaque para “A Legião Estrangeira”, de Clarice Lispector. Atuou também em publicações como a revista Argumento.

Para o teatro, fez cartazes memoráveis, como os de Calabar, de Chico Buarque e Ruy Guerra, de A Morte do Caixeiro Viajante, dirigido por Flávio Rangel em 1984, elogiado até pelo autor da peça, o americano Arthur Miller, e de Mortos Sem Sepultura, adaptação de texto de Jean Paul Sartre em 1977. Seu trabalho mais recente, aliás, foi para o teatro. É dele o cenário do musical Morte e Vida Severina, com direção de seu irmão, que estreia no Tuca em 16 de abril. (Da Redação com Estadão Conteúdo)