Bibliotecas de São Paulo exploram universo dos games

O intuito é mostrar aos frequentadores e associados que o mundo dos games, a literatura e as bibliotecas têm muito em comum

Por Cruzeiro do Sul

Atividades englobam criação e desenvolvimento de jogos, bate-papo com produtores e games sobre contos de fadas

Atuando sob o conceito de biblioteca viva, a Biblioteca de São Paulo (BSP) e a Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, trazem para a programação de férias uma série de oficinas, bate-papos e vivências com a temática gamer. O intuito é mostrar aos frequentadores e associados que o mundo dos games, a literatura e as bibliotecas têm muito em comum.

A programação começa com a vivência “StoryGame”, um jogo em que os participantes precisam organizar cronologicamente as histórias de personagens como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e João e Maria, aprimorando as habilidades de concentração, observação e raciocínio lógico. O game apresenta brevemente as fábulas para aguçar a curiosidade pelas narrativas. “Nosso objetivo é que as crianças percebam que vão jogar melhor se conhecerem as histórias, então elas podem ler ou pedir aos pais que leiam para elas. Nosso trabalho sempre está pautado no incentivo à leitura”, diz Samira Almeida, cofundadora da desenvolvedora do game.

Na oficina “Desenvolvendo Jogos”, as crianças assumem o papel de construtores de games ao elaborar uma fase de jogo no aplicativo Pocket Code (ou similar). O objetivo é oferecer uma experiência prática de posicionar os personagens e criar cenários simples, além de apresentar os bastidores do desenvolvimento de jogos. A atividade será realizada pelo professor de tecnologias web e desenvolvimento de jogos do Senac/SP, Francisco Escobar. Os participantes devem ter acesso a um celular para instalar o aplicativo.

Extrapolando o viés tecnológico, a oficina “Mundo dos Games” propõe a reprodução com sucata e outros materiais disponíveis na natureza de um ambiente de um jogo à escolha dos participantes, sem a utilização de qualquer aparato digital. A atividade realizada pelos psicólogos Ivelise Fortim e Eduardo Ferezim, da Homo Ludens, apresenta ainda os conceitos básicos sobre regras, fases, personagens e cenários.

O programa permanente “Brincando e Aprendendo” também aderiu à temática das férias e traz brincadeiras, intervenções e gincanas relacionadas ao universo dos jogos.

Atividades on-line

Quem não pode ir até a biblioteca tem a opção de participar de dois eventos virtuais, ao vivo. Na palestra “Os Andrades uma aventura de Mário de Andrade”, o gamer designer Fifo Lazarini apresenta o processo criativo do jogo que mistura realidade com fantasia. O game se passa no ano 2322 e traz a história de um escritor frustrado, que decide voltar no tempo para roubar o livro “Pauliceia Desvairada”, de Mário de Andrade. Ao retornar para o futuro sua máquina explode espalhando os versos da obra pelo centro antigo de São Paulo. O evento é na quarta-feira (19) e as inscrições podem ser feitas no link bsp.org.br/inscricao.

Já no bate-papo “Angola Janga: como foi desenvolver o jogo”, na quarta-feira 26, os fundadores do estúdio de jogos Sue The Real, Raquel Motta e Marcos Silva vão explicar o processo de criação e desenvolvimento do game Angola Janga: Picada dos Sonhos, baseado no livro Angola Janga: uma história de Palmares, do quadrinista Marcelo D’Salete. Inscrições no link bvl.org.br/inscricao. (Da Redação)