Cultura

Macs abre a exposição itinerante ‘Conexão gráfica’ neste sábado

A mostra traz de Botucatu 21 obras de expoentes das artes plásticas
Obras, como a de Gilberto Salvador, fazem parte da exposição que fica na cidade até abril. Crédito da foto: Divulgação

O Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (Macs) realiza no próximo sábado a abertura da exposição itinerante “Conexão gráfica”, com 21 obras assinadas por expoentes brasileiros das artes plásticas, como Amilcar de Castro, Rubens Ianelli, Renina Katz e Takashi Fukushima, todas pertencentes ao acervo do Museu de Arte Contemporânea Itajahy Martins, de Botucatu (SP).

São gravuras, em telas de 88 por 88 centímtetros, 73 por 93 centímetros e 71 por 91 centímetros, representativas de um conjunto composto por 432 obras sobre papel, reunido e doado ao museu botucatuense pelo Instituto Itaú Cultural. Os trabalhos trazem manifestações dos movimentos expressionista, abstracionista e figurativista.

A mostra percorrerá duas instituições parceiras no decorrer de 2019: o Macs e a Casa Ponce Paz/Pinacoteca Municipal de Bauru, sendo que a Galeria Fórum das Artes/Pinacoteca de Botucatu também faz parte dessa programação. O projeto conta com o incentivo do Proac Editais, modalidade do programa de incentivo à cultura do Governo do Estado de São Paulo.

A exposição, que contará com conversa e visita guiada por equipe da Pinacoteca de Botucatu, terá entrada gratuita e permanecerá aberta ao público até o dia 6 de abril, com horário de visitação de terça a sexta, das 10h às 17h. Agendamentos de grupos e alunos de escolas estaduais, municipais e particulares podem ser feitos pelo e-mail macs@macs.org.br. O museu fica na avenida Dr. Afonso Vergueiro, 280, no Centro, ao lado da antiga Estação Ferroviária de Sorocaba.

Takashi Fukushima é outro artista representado na mostra do Macs, com suas gravura. Crédito da foto: Divulgação

Sobre os artistas

Amilcar de Castro (1920-2002) foi um dos artistas plásticos mais importantes do Brasil. Mineiro de Paraisópolis, ele estudou com Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) e Franz Weissmann (1911-2005), nomes emblemáticos da arte brasileira. Responsável pela reforma gráfica do Jornal do Brasil nos anos 1950, o mineiro participou de exposições do grupo concretista e assinou o Manifesto Neoconcreto, em 1959.

Rubens Ianelli, nascido na cidade de São Paulo em 1953, pertence a uma família de artistas. Filho de Arcângelo e sobrinho de Thomaz Ianelli, duas personalidades que representam a arte moderna brasileira, Rubens iniciou-se como artista plástico na observação do trabalho do pai e inspirado pelos inúmeros encontros de artistas que iam à sua casa para frequentes macarronadas promovidas pela característica família italiana.

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Renina Katz, natural do Rio do Janeiro, nasceu em 1925 e iniciou sua carreira nos anos 1940, dedicando-se, primeiramente, à pintura de retratos e paisagens cariocas, ao utilizar elementos do expressionismo, depois se dedicando também à técnica da xilogravura, com temas ligados ao realismo social, além de produzir obras representativas do estilo não-figurativo.

Tikashi Fukushima (1920-2002) foi um pintor e gravador nipo-brasileiro, considerado um dos abstracionistas mais importantes do Brasil. Fukushima também produziu, ao longo de sua carreira, várias obras no campo do figurativismo. O artista recebeu inúmeras críticas positivas de diferentes e importantes críticos de arte por suas produções. (Da Redação)

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