Cultura

Festival conecta artistas das 27 cidades da RMS

Trabalhos abrangem diferentes áreas das manifestações artísticas
Festival conecta artistas das 27 cidades da RMS
A violonista Gabriele Leite, de Cerquilho, foi indicada pela Forbes como um dos destaques jovens de 2020. Crédito da foto: Arquivo Pessoal

Começa hoje (1º) e segue até o dia 17 o Festival de Artes Híbridas, que reúne virtualmente artistas das 27 cidades da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) para mostrar seus trabalhos e provar que não existem fronteiras para a produção artística. A premissa do festival é compreender e estimular manifestações culturais transdisciplinares capazes de fundir linguagens e áreas do conhecimento. Os trabalhos estão disponíveis no site o site www.festivaldearteshibridas.com.

A primeira parte do festival consistiu num trabalho de pesquisa e seleção, com o objetivo de encontrar representantes que pudessem contribuir com seus projetos autorais. Agora é a vez do público conhecer o resultado de toda essa busca. “Esse material possibilitará termos um panorama da produção artística da região”, celebra Robson Catalunha, idealizador e responsável pela curadoria geral e direção artística do projeto. “O festival funciona como uma verdadeira teia, conectando não só a RMS entre si, mas também com o resto do País”.

Três editais de chamamentos para receber inscrições. Um deles foi para a participação na Mostra de Artes Híbridas, que recebeu 30 propostas de experimentos artísticos em vídeos. Entre os trabalhos selecionados, está o lançamento do single de Natalie Mess, de Sorocaba, e a violonista Gabriele Leite, de Cerquilho — que já foi indicada pela Forbes como uma dos jovens abaixo de 30 anos que se destacaram em 2020.

Leia mais  Paulo Gustavo segue estável e passa por pleuroscopia

O edital responsável pela seleção para as Ações Formativas tinha como objetivo reunir 30 participantes com objetivo de compartilhar conhecimentos e saberes. Entre os participantes está Davi Lima, de Salto, que abordará a questão da Lei de Incentivo à Cultura (Linc); Lucas Gonzaga, de Tatuí, que fará uma transmissão ao vivo sobre o panorama do teatro brasileiro; e Felipe Vian, de Votorantim, que fará uma live sobre dança.

“Poder reunir tantos artistas incríveis, trazendo discussões e atravessamentos pertinentes é um respiro para esse momento caótico pelo qual estamos passando”, salienta Andressa Moreira, responsável pela coordenação geral e direção de produção do festival

Já a Incubadora de Estudos Performativos teve como base oferecer uma microrresidência remota para desenvolver 10 projetos artísticos autorais. Nos encontros virtuais, que ainda não chegaram ao fim, os artistas são orientados por Douglas Emílio e Felipe Alduina. Os trabalhos exploram conceitos universais, como autoconhecimento, a perda de significado da palavra, a onipresença no mundo online, decomposições musicais, entre outros.

Outras regiões

Último pilar do festival é o Olhares da Cena Contemporânea, um braço do projeto que conta com encontros virtuais entre artistas da região e convidados de outros locais do Brasil. Essa parte do festival contará com a participação de artistas-pesquisadores(as) das cinco regiões do Brasil, tais como Eleonora Fabião, do Rio de Janeiro; Denílson Baniwa, do Amazonas; Dodi Leal, da Bahia; Luh Mazza, de São Paulo; Marcela Bonfim, de Rondônia, entre outros.

Leia mais  Morre aos 50 anos o rapper americano DMX

“Ao integrar artistas de diferentes linguagens e de toda região, o Festival de Artes Híbridas promove a costura de uma rede artística no interior, projetando a região como um pólo de produção e circulação artística”, finaliza Rafael Ferraz, produtor executivo do festival.

Robson Catalunha sonha ainda mais alto. “Para próxima edição, já estamos em contato com diversas secretarias de cultura e espaços culturais para ampliar ainda mais essa teia que criamos”, revela. “Nossa intenção é tornar o festival internacional e, nos próximos anos, conectar a RMS aos outros continentes.”

O festival é contemplado pelo Edital Proac Expresso Lei Aldir Blanc, nº 40/2020, promovido pelo Governo Federal, por intermédio do Ministério do Turismo e Secretaria Especial da Cultura; e pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. (Da Redação)

Comentários