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Documentário resgata protagonismo das mulheres no basquete sorocabano

Filme será lançado nesta segunda, às 18h, no Sindicato dos Metalúrgicos. A entrada é gratuita
Documentário resgata protagonismo  das mulheres no basquete sorocabano
Obra traz depoimentos de ex-jogadoras, que hoje têm entre 70 e 80 anos, como Isabel Negretti, Ritinha, Benedita, Ermelinda e Neide. Crédito da foto: Divulgação

Um capítulo quase esquecido da história do esporte sorocabano é resgatado no documentário “O protagonismo das mulheres no basquete feminino de Sorocaba – 1949 a 1970” que será lançado segunda-feira (27), às 18h, no Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (rua Júlio Hanser, 140, Lajeado). A exibição do filme é gratuita e aberta a todos os interessados.

Idealizado pela produtora e pesquisadora Angeles Paredes Toral, o filme é resultado final do projeto contemplado no edital de 2017 da Lei de Incentivo à Cultura de Sorocaba (Linc). Com direção de Cleiner Micceno, e 60 minutos de duração, o filme conta a história das integrantes da equipe feminina de basquete da cidade, que entre as décadas de 1950 e 1960 conquistaram títulos estaduais e nacionais, além de participações na Seleção Brasileira, em jogos no Peru, Chile e na Tchecoslováquia.

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Documentário resgata protagonismo  das mulheres no basquete sorocabano
Atletas que jogaram no período de 1949 a 1970 são lembradas no filme. Crédito da foto: Divulgação

O documentário reúne depoimentos das próprias ex-jogadoras, que hoje têm entre 70 e 80 anos de idade, como Isabel Negretti, Ritinha, Benedita, Ermelinda e Neide. Além delas, há entrevistas com quase 20 pessoas, entre atletas de gerações mais novas e de outras modalidades, bem como de familiares, amigos e jornalistas esportivos. “A ideia foi homenagear essas meninas, para que as novas gerações conheçam, já que foi um período importante para a história de Sorocaba e é muito pouco divulgado. Elas são verdadeiras lendas e merecem esse reconhecimento”, defende a produtora.

Angeles destaca que o filme também mostra as conquistas das atletas fora das quadras, sendo o basquete um pano de fundo para a luta feminista. “O documentário tem outras camadas que vão além da história do esporte. Tem um viés feminista, porque fala de uma época que as mulheres não podiam nem usar shorts. A maioria das famílias era contra e mesmo assim elas mostraram o protagonismo e elevaram o nome de Sorocaba”, comenta.

Documentário resgata protagonismo  das mulheres no basquete sorocabano
A narrativa tem outras camadas que vão além da história do esporte. Crédito da foto: Divulgação

Além da produtora Angeles Paredes e do diretor Cleiner Micceno, que também responde pela montagem do filme, a equipe realizadora do documentário é completada por Alexandre Machado (fotografia) e Lívia Gusmão (som direto).

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O pré-lançamento do documentário ocorreu na última quarta-feira na Biblioteca Infantil Municipal. Uma outra sessão gratuita, aberta ao público, está agendada para a próxima sexta-feira (31), às 18h, Espaço Du’Arts (rua São Leandro, 76, Jardim Maria Eugênia).

Documentário resgata protagonismo  das mulheres no basquete sorocabano
A narrativa também mostra o basquete como um pano de fundo para a luta feminista. Crédito da foto: Divulgação

Além de assistir ao documentário, tanto amanhã quanto na sexta, o público poderá conferir uma exposição de troféus e fotos da equipe, em diversos momentos. A mostra reúne peças de coleções particulares e do acervo do Ginásio de Esportes Gualberto Moreira que, segundo a produtora, foram cedidas pela Secretaria de Esportes (Semes).

Como contrapartida do projeto, contemplado na Linc com R$ 56.580,00, as cópias físicas do filme, em DVD, foram confeccionadas e estão sendo distribuídas a instituições de ensino. Além disso, a equipe responsável pelo filme realizará oficina de fotografia e vídeo para adolescentes.

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