Cultura

Carnaval se torna patrimônio imaterial do Estado de São Paulo

Escolas de samba são territórios onde se concentram práticas culturais coletivas
Crédito da foto: Van Campos / Fotoarena / Estadão Conteúdo (1/3/2019)

O Carnaval de São Paulo é, a partir de agora, oficialmente, patrimônio. A Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo publicou na quarta-feira (5), em Diário Oficial, a aprovação do registro das Práticas Carnavalescas do Estado como patrimônio imaterial. Unânime na decisão, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) votou o parecer em reunião da última segunda-feira (3).

O parecer do órgão concluiu que as práticas carnavalescas traduzem saberes, fazeres e uma identidade coletiva, que criam relações de pertencimento. “O Condephaat dá sequência ao trabalho fundamental de reconhecer e proteger o patrimônio imaterial de São Paulo com o registro das expressões artistas ligadas ao Carnaval, que são inúmeras, muito potentes e constituem marcas do patrimônio cultural do Estado. Estamos valorizando a cultura popular e tradicional de São Paulo, que é um vetor de identidade e de desenvolvimento”, afirma o Secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão.

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A proposta inicial, apresentada pela Liga Independente das Escolas de Samba de SP, solicitava o registro dos “Desfiles das Escolas de Samba” como patrimônio cultural imaterial. O conselho analisou que havia necessidade de elaboração de um plano mais amplo, à altura da importância da manifestação cultural, capaz de “garantir a salvaguarda e reprodução da prática, a preservação dos saberes e a perenização da memória coletiva envolvida”.

As justificativas do Condephaat para a aprovação do reconhecimento consideram que as escolas de samba são territórios onde se concentram práticas culturais coletivas ligadas ao samba e à produção do Carnaval; que as escolas surgem a partir dos cordões, que se configuraram como as primeiras organizações da prática do samba em formato de procissão; que estes lugares são, historicamente, locais de sociabilidade de camadas mais populares, principalmente negros, que encontraram uma forma legitima de realizar suas práticas. (Da Redação)

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