TV aberta, paga ou streaming: não tem essa de disputa. Conteúdo é o que vale
Uma das maiores roubadas, no geral, mas também no meio TV, é essa mania, tão démodé, do “eu” querer me mostrar melhor que “você”.
As comparações inúteis, que levam do nada a lugar nenhum, assim como estatísticas querendo mostrar que em mil novecentos e nada, isso deu mais resultado que aquilo.
E por aí também se inclui ou se cai na antiga história de que a chegada da televisão seria o fim do rádio.
Depois que não ia sobrar nada dos canais abertos com a TV paga, assim como o streaming tinha chegado para atropelar todo mundo, reinar soberano e absoluto.
Num jogo de futebol, por exemplo: quer encher linguiça? Basta querer apresentar quantas vezes na vida um time já ganhou do seu adversário, quantos gols fez, as bolas no travessão, números de escanteio, minutos de silêncio e outros do gênero.
Nada, no fim de tudo, adianta coisa nenhuma. Ou é meio que bola na trave, porque não altera o placar.
O que vale, verdadeiramente, em tudo, em setores os mais diferentes e no audiovisual também, é o bom conteúdo. Isso e só isso que faz a diferença. É que vai prevalecer e o que deve ser a preocupação de todos, em sempre poder entregar o melhor. Fortalecer o talento e a criação brasileira, porque é daí que virão os melhores resultados e também de uma maior convergência entre TV aberta, TV paga, YouTube, streaming e companhia bela.
Opções que podem ter entregas diferentes, mas que, no fundo, se abraçam e somam. E sem essa de competição.
Olha só o furdúncio que deu a divulgação daqueles dados equivocados do YouTube na semana passada. Pra que aquilo? Quem, sem ser a vergonha que passou, ganhou alguma coisa?
NOTAS
Perigo é esse
Sábado passado, Dia das Crianças, o SBT voltou com Chaves e Chapolin. Tudo bem, uma conquista, a ocasião especial, mas não passa de um grande sinal de atraso. Tem muita gente boa no mercado disposta a fazer coisas melhores. Precisa só dar a oportunidade.
No ataque
A Record, em meio às comemorações da conquista dos direitos de transmissão dos times da Liga Forte União para o Campeonato Brasileiro de Futebol a partir de 2025, também avalia outros cenários para investimentos. Por exemplo, há o interesse em voltar com a produção de novelas contemporâneas. O desejo está “no radar”.
Cenários
Para desenvolver histórias contemporâneas a Record teria que ir ao mercado e refazer o departamento. Como tudo ainda se encontra na esfera das possibilidades, não se sabe, ainda, se haveria um rodízio com as bíblicas ou dois horários na grade. Espaço tem.
No alvo
Além do Paulistão e Brasileiro, a Record tem outras e maiores ambições no campo esportivo.
Por exemplo, a próxima Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá, que já tem a Globo, mas sem exclusividade.
Presta atenção
O rádio sempre se destacou pela velocidade de poder informar e prestar serviços.
E numa São Paulo sem luz, com a chuva que caiu na sexta passada, foi um dos poucos meios possíveis para tomar conhecimento do verdadeiro caos que se instalou na cidade. Momento, por exemplo, do rádio do carro fazer a diferença, com milhões de pessoas sem energia ou Internet.
Tem data
A Record marcou para esta quinta-feira a estreia do quadro “Duelo Fashion” no “Hoje em Dia”.
Apresentação de Ana Hickmann e Ticiane Pinheiro, com profissionais da beleza frente a frente, disputando quem se sai melhor em um determinado desafio. O vencedor leva um prêmio de R$ 10 mil.
Terra firme
A partir de novembro, o público poderá acompanhar o trabalho do jornalista Rafael Ihara, só que, agora, em terra firme pela CNBC, novo canal de notícias.
Em 2020, ainda na pandemia, ele foi designado para ser o “repórter aéreo“ da Globo em São Paulo. Foram quase 3000 horas de sobrevoo. No final de 2023, ele pediu demissão em busca de novas oportunidades.