Programação de TV é quebra-cabeça
Flávio Ricco, com colaboração de José Carlos Nery
Não por acaso, neste espaço, a figura do diretor de programação sempre é destacada e reconhecida, e não por qualquer casualidade também, Globo, Record, SBT e Band, ao longo dos tempos, sempre tomaram muito cuidado com a escolha de profissionais especializados para a função.
Há uma infinidade de valores a serem levados em conta, antes de qualquer lançamento ou estabelecimento de um produto, porque são muitos os fatores que devem ser considerados. Entre os tantos, a definição correta da data de estreia, horário, o antes e o depois, possibilidades de audiência, o risco de uma mudança de público, a concorrência e outros tantos do gênero.
Quase um quebra-cabeça. Uma engenhoca daquelas.
Mas mesmo assim, observando tudo isso, os acidentes de percurso são sempre inevitáveis e um exemplo é o “1001 Perguntas”, na Band. O programa tem uma pegada legal, é interessante, possui uma fórmula que agrada e tem correta apresentação do Zeca Camargo (foto); no entanto, os seus números são muito baixos. Uma pena. Assim como ele, existem outros tantos.
Como se vê, isso está bem longe de ser uma ciência exata, porque o imponderável nunca entra na conta. Apesar de todos os cuidados e se tentar reduzir ao mínimo a margem de erro, ninguém se livra de surpresas, que muitas vezes não são agradáveis. Caso do “1001”.
Protocolo
Dentro dos seus estúdios, no Rio de Janeiro, a Globo ainda torna obrigatório o uso de máscaras pelo protocolo de segurança. Quanto aos outros ambientes, não é mais necessário.
Intervalo
A Band está procurando reforçar o seu departamento comercial, com a chegada de novos executivos. Por exemplo: João Binda, que deixou o Yahoo, é um deles.
Rescaldo
Na reunião de autores titulares e diretores artísticos com executivos da Globo, quarta-feira, o número de demissões e a queda de audiência foram algumas das questões discutidas. Mas, por outro lado, todos se mostraram bem otimistas quanto às próximas estreias. “Pantanal”, principalmente.
Por outra
Ainda da dramaturgia da Globo, não existem filas totalmente estabelecidas para as suas próximas novelas. Vai daí que pode haver surpresas. Entre elas, e porque ele sempre se deu bem no horário, a exibição de um próximo trabalho do Walcyr Carrasco na faixa das seis da tarde.
Vai não vai
José Luiz Datena (foto) pede a palavra e informa: mais tardar até o final da semana que vem, tomará uma decisão se irá ou não disputar as próximas eleições. Ou ao que poderá concorrer.
Trocando em miúdos
Diante das mudanças que a Band vai realizar na sua faixa vespertina, o “Melhor da Tarde”, da Cátia Fonseca, em vez de 2h, terá 1h30 de duração. Mas, ao contrário do que acontece agora, não terá mais parte local. Será todo nacional.