Covid-19 Sorocaba e Região

Prefeitura de Itu convoca professores da rede municipal para retorno às escolas

Profissionais deverão cumprir 50% da jornada de forma presencial; sindicato critica
Segundo a Prefeitura, a presença dos professores é necessária para a produção de videoaulas. Crédito da foto: Marcos Santos/ USP Imagens

A Prefeitura de Itu (Região Metropolitana de Sorocaba) convocou os professores da rede municipal para voltarem ao trabalho presencial nas escolas. O decreto 3480 foi publicado no Diário Oficial do município desta terça-feira (12).

Segundo o documento, os professores deverão cumprir 50% da jornada de forma presencial. A decisão também informa que as aulas serão retomadas oficialmente no dia 25 de maio “por meio de atividades remotas, utilizando os recursos tecnológicos disponibilizados pela Secretaria Municipal de Educação com atividades escolares não presenciais planejadas e realizadas pelo professor”.

Questionada pelo Cruzeiro do Sul, a Prefeitura informou que a presença dos profissionais será necessária para que as videoaulas sejam produzidas e os kits de materiais, que serão disponibilizado aos alunos, sejam entregues.

A Prefeitura também afirmou que serão disponibilizadas luvas, máscara e álcool em gel para os professores. Profissionais acima de 60 anos e gestantes deverão permanecer em suas casas.

Sindicato repudia decisão

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) – Subsede Salto – Regional Itu e Porto Feliz -, usou as redes sociais para criticar a decisão assinada pelo prefeito da cidade, Guilherme Gazzola.

Na publicação, o sindicato afirma que o decreto vai “na contramão de todas as orientações dos órgãos de Saúde do mundo” ao convocar trabalhadores a retornarem ao trabalho presencial. “A ação do prefeito aumenta ainda mais a possibilidade de contaminação, colocando a vida das pessoas em risco ao romper o isolamento social”, diz a nota.

A postagem também orienta que os professores não retornem ao trabalho no ambiente escolar, justificando que “nenhuma autoridade pode ordenar que se corra risco de morte”.

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