Os telejornais de sábado têm de tudo um pouco

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Márcia Dantas e Marcelo Torres nos bastidores do “SBT Brasil” no sábado. Crédito da foto: Divulgação

Márcia Dantas e Marcelo Torres nos bastidores do “SBT Brasil” no sábado. Crédito da foto: Divulgação

Flávio Ricco, com colaboração de José Carlos Nery

Independentemente do que aconteça no mundo, sempre chama atenção como, em algumas TVs, as redações fecham aos domingos.

É um dia que não existe, por exemplo, para o jornalismo de SBT e Rede TV!.

Pior é que aos sábados também já não é muito diferente. Tem gente sim, mas o ritmo é bem devagar, quase parando, talvez como efeito da escala de plantão ou desinteresse mesmo.

O “festival da gaveta”, neste dia, nunca se fez tão presente. O “SBT Brasil” falou sobre os danos provocados por pipas na rede elétrica na cidade de São Paulo. A equipe nem teve trabalho de saber a situação de outras grandes cidades.

No “Jornal da Band”, na mesma noite, houve uma vagarosa matéria sobre os antigos “Jogos da Amizade” dos anos 1980. Arquivo puro.

Já o “Rede TV News” foi mais criativo: colocou no ar que o veneno de cobra mata mais na Índia que em qualquer outro lugar.

Pois é, o mundo completamente do avesso e alguns dos nossos telejornais agindo do jeito que estão. Marcando passo e cumprindo tabela.

Por acaso

Neste último sábado, o “SBT Brasil” completou 15 anos de exibição. A matéria das pipas, numa dessas, não foi por acaso. Ana Paula Padrão liderou o jornal no seu início e hoje tem, como titulares, Carlos Nascimento, afastado, por pertencer ao grupo de risco da Covid-19, e Rachel Sheherazade, em situação indefinida.

Pela ordem

“Amor Sem Igual”, da Record, irá ao ar a partir de 24 de setembro, inicialmente exibindo um compacto do passado e os capítulos inéditos na sequência. Vai entrar no lugar de “Apocalipse”.

Protocolo

Entre os cuidados de Record e Globo na volta das gravações de novelas, foi reduzida ao mínimo necessária a presença de pessoas numa mesma cena. E, no caso de todas, praticamente eliminada a participação de figurantes.

No particular

A Globo, do lado dela, recorreu muito a efeitos especiais na primeira semana de retomada de gravações das suas novelas. As cenas de contato ou toque, beijos entre elas, puderam ser “realizadas”. Um esforço para diminuir o impacto do “novo normal” nas produções de TV.

Blefe?

Para uma emissora, como a Globo, que encaminhou pedido de rescisão de contrato com a Conmebol, é no mínimo estranho a quantidade de “anúncios” da Libertadores na sua programação. No final de semana, seus canais não pararam de falar na competição e nos próximos jogos.

Prêmio musical

A entrega do Prêmio Multishow, em sua 26ª edição, está confirmada para novembro, desta vez em um formato completamente adaptado para os tempos atuais. Serão 15 categorias, com apresentação de Iza, Tatá Werneck e Paulo Gustavo.