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Band tem pela frente um 2019 para se reinventar

Foto: Divulgação

Por Flávio Ricco, com colaboração de José Carlos Nery

A direção da Band deixou para esses primeiros dias de janeiro uma decisão sobre mudanças na programação. De fato, foram feitos alguns estudos, mas ninguém deve esperar por novidades tão significativas. O trabalho prometido não deve ir além de mais uma fase de ajustes.

Mas será isso o suficiente? O que se constata já de algum tempo é que, entre tantas outras coisas, hoje, o que mais falta na Band é uma identidade própria. No passado, sempre foi vista como canal do jornalismo e esporte. Tinha o lugar dela e o respeito de todos. Sabia se colocar e se apresentar.

Nos últimos tempos, no entanto, depois de tantos tiros no escuro, e errados, fica impossível saber no que se transformou. E mesmo contando com valores importantes no seu casting — Boechat, Datena, Ana Paula Padrão, Pannunzio e inúmeros outros, suficientemente capazes de virar esse jogo, são muitas as dúvidas se o pessoal de bastidores, os que hoje ocupam o comando, estão na mesma altura. Ou se são os indicados para fazer o trabalho que a Band tanto necessita. Só resta torcer por um ano melhor. O 2018, para ser esquecido, ficou para trás, assim como 2017, 2016…

Regressiva

Otaviano Costa estreia o “Tá Brincando”, neste próximo sábado, na Globo. O programa traz uma interação entre gerações por meio de jogos, desafios, quadros divertidos e histórias emocionantes. E ele está bem animado: “a felicidade que os personagens transbordam é fantástica, tanto no palco como nas externas. É inspiração e transformação em um programa de entretenimento, feito para diversão de toda a família.”

Balanço positivo

“O Sétimo Guardião”, também na audiência, vai se saindo muito bem. Mesmo começando num final de ano e com vários fatores jogando contra — calor, férias, festas…, está se mantendo muito próxima da casa dos 30 pontos.

Ganhou frente

A propósito de “O Sétimo Guardião”, graças a um esforço de toda a equipe no período que antecedeu o Natal e passagem de ano, foi possível dar um avanço bem importante nas gravações. Mesmo com as folgas regulamentares, já existe uma frente bem confortável.

Também merecem

O “Lady Night”, da Tatá Werneck, teve mais uma temporada muito boa no Multishow. Graças muito a ela, que mete, sem medo, a cara no trabalho e participa de tudo, mas também do pessoal que não aparece — câmeras, diretores, produtores, roteiristas, figurinistas. Por questão de justiça todos devem ser reconhecidos.

Força do conjunto

Em televisão, como em inúmeros e outros setores, a soma de esforços e talentos é sempre imprescindível em qualquer trabalho. No entanto — e este não é caso da Tatá, importante salientar, alguns sempre chamam para eles o sucesso, mas nunca aparecem no momento de um fracasso. Preferem responsabilizar os outros. E são vários os que agem assim.

Vale destacar

Lá fora, principalmente nos Estados Unidos, o pessoal de retaguarda — roteiristas, produtores…– tem uma importância absurda nos trabalhos de TV e de cinema. Na indústria inteira e até em premiações existe este reconhecimento.

Torcida organizada

André Marques e todo o pessoal do “The Voice Kids” estão na maior expectativa. Pelo segundo ano consecutivo, o programa concorre ao prêmio “Emmy Kids”. Aliás, a Globo foi indicada em duas das sete categorias do prêmio. Além do “The Voice Kids”, “Malhação — Viva a Diferença” é finalista na categoria “Séries”. A cerimônia de premiação acontece no dia 9 de abril de 2019, em Cannes.

Cinema

O cineasta Pedro Amorim, filho do diplomata Celso Amorim, já com vários bons serviços prestados, prepara-se para dar início à produção de “Derrapada”. É o próximo trabalho de Leandra Leal, depois da série “Araúnas”.

Mesmice

Marco Pigossi já disse e repetiu que, além do desafio, outra razão de não ter renovado com a Globo foi a praticamente nenhuma variação de seus últimos papéis em novelas. Mocinho quase sempre. Daí o fato de buscar novos desafios, incluindo o mercado de streaming — Netflix.

Time em campo

Nesta altura é possível dizer, sem medo de errar, que a Amazon Prime já está no mercado brasileiro. Com os dois pés. O início das suas produções deve começar ainda este ano. E logo no começo dele.

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