Brasil Covid-19

Praias continuam lotadas no Rio com final de semana prolongado

Fato se repetiu, a exemplo de sábado e do último final de semana
Movimentação na Praia de Ipanema no Rio de Janeiro, (RJ), na manhã deste domingo (06). Crédito da foto: Gabriel Bastos/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O sol e a temperatura de 27 graus ao meio-dia garantiram neste domingo (6) mais um dia de praias lotadas e desrespeito às regras de isolamento que ainda vigoram no Rio de Janeiro, como forma de combater a Covid-19. A reportagem circulou pela Barra da Tijuca, na zona oeste, e por Ipanema e Copacabana, na zona sul. Foi constatado que todas estavam repletas de banhistas. Essa mesma situação havia ocorrido no fim de semana passada. O mesmo fato ocorreu ontem (5), primeiro dia do fim de semana prolongado pelo feriado de Dia da Independência, que será comemorado amanhã (7). Permanecer na areia da praia está proibido desde março. A multa para quem desrespeitar a regra é de R$ 107. Entretanto, a reportagem não viu nenhuma fiscalização nem flagrou a aplicação de multas. Até ontem, 16.526 pessoas haviam morrido vítimas da covid-19 em todo o Estado do Rio. No estado foram registrados 232.747 casos. Os dados são da Secretaria estadual de Saúde.

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Em Copacabana, nem era preciso chegar à praia para concluir que ela estava lotada. Durante a manhã, a porta da Estação Cardeal Arcoverde do metrô despejava a cada cinco minutos pelo menos uma centena de banhistas munidos de caixas térmicas, guarda-sóis e cadeiras. Ao longo dos 45 minutos em que a reportagem acompanhou o movimento, das 11h30 às 12h15, aproximadamente a metade das pessoas usava máscara. Outros 25% bebiam cerveja e os 25% restantes não usavam máscara nem demonstravam preocupação em não usá-las. Os camelôs que ocupavam as calçadas da rua Rodolfo Dantas ao longo dos 150 metros que separam a estação de metrô da areia comemoravam o movimento. “Passei quase seis meses sem vender nada, amigo. Preciso desse movimento pra garantir a sobrevivência”, afirmou o ambulante Emerson Sanches, de 31 anos, que vende balas, amendoins e outras guloseimas a poucos metros da saída do metrô.

“A gente depende desse movimento. Durante a semana o movimento não é ruim. Porém, a gente consegue ganhar dinheiro mesmo é no sábado, domingo e nesses feriados de sol e calor. Ainda bem que tudo voltou ao normal”, disse a dona de um restaurante na rua Rodolfo Dantas. Naquele momento, 8 das 11 mesas do estabelecimento comercial estavam ocupadas. Sobre a Covid-19, a comerciante foi incisiva. “Não quero nem pensar nisso!”

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Nas areias, os ambulantes também aproveitavam a lotação deste domingo. Em 30 minutos na praia (das 10h45 às 11h15), a reportagem facilmente identificou vendedores de mate de galão. Entretanto, a reportagem não conseguiu encontrar quem vendesse biscoitos de polvilho Globo, tradicional acompanhamento do mate. Os chuveirinhos voltaram a ser instalados pelos donos de barracas, causando fila de espera entre os banhistas. (Fábio Grellet e Wilton Junior – Estadão Conteúdo)

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