Brasil

Polícia Civil e MP prendem envolvidos com a maior milícia do Rio

Outras duas pessoas ainda são procuradas
A suspeita é de que os procurados nesta quarta-feira tenham movimento pelo menos R$ 10 milhões. Foto: Sinpol / Divulgação / Arquivo

Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) prendeu na manhã desta quarta-feira, 3, cinco pessoas acusadas de ter envolvimento com a Liga da Justiça, considerada a maior milícia do Estado do Rio. Outras duas pessoas ainda são procuradas.

Entre os presos está o PM reformado Clayton da Silva Novaes. Segundo as investigações, ele usaria uma empresa de exploração de areia e saibro para lavar dinheiro da milícia, que tem forte atuação em bairros da zona oeste do Rio, como Campo Grande, Santa Cruz e Paciência. A suspeita é de que os procurados nesta quarta-feira tenham movimento pelo menos R$ 10 milhões.

Na operação desta quarta, autorizada pela 42ª Vara Criminal da Comarca da Capital, os agentes também tentam prender Luís Antônio da Silva Braga, irmão de Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko e apontado como um dos principais líderes da milícia. Luís Antônio também é irmão de Carlinhos Três Pontes, conhecido miliciano que chefiou a Liga da Justiça até sua morte, ocorrida durante operação da polícia em 2017.

De acordo com o MP-RJ, a Liga da Justiça atua no Rio desde meados dos anos 1990. A milícia é violenta e atua na base da extorsão, obrigando moradores e comerciantes da região, motoristas e proprietários de vans a pagarem taxas. A quadrilha utiliza intimidação com o uso de armas de fogo e é investigada por diversos homicídios. (Estadão Conteúdo)

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