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Brasil

Ministro da Educação garante à Câmara que fica, mas deve cair, diz Estadão

Jornal O Estado de São Paulo apurou que a situação de Vélez no governo é considerada impraticável
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O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez. Crédito da foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil (24/01/2019)

Diante de deputados que chegaram a pedir sua renúncia, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira (27) que ficará no posto, mesmo comparando o cargo com um “abacaxi do tamanho de um bonde”. Apesar de garantir a permanência, o jornal O Estado de S. Paulo apurou que a situação de Vélez é considerada impraticável.

A avaliação do governo é de que ele não tem programa e escalou para a equipe alguns “pensadores”, mas que não entendem nada de administração.

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De acordo com as informações obtidas pela colunista de política do Estadão, Eliane Cantanhêde, dentro do governo não há dúvidas de que ele vai deixar o cargo, a questão é de quando o anúncio deverá ocorrer. Militares no primeiro escalão do governo resolveram abandonar a tarefa de encontrar um substituto. Eles lavaram as mãos após a exoneração do presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, um indicado do grupo dos generais.

Neste momento, a composição para encontrar um novo nome é traçada pela ala de políticos do Planalto, liderada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro. Na segunda (25), ele encaminhou um emissário para sondar o nome de Izalci Lucas (PSDB-DF). Mas as exigências foram consideradas muito altas – a chamada “porteira fechada”, liberdade absoluta para compor a equipe. Não está descartado que um ministro seja deslocado para o cargo ou um integrante do DEM.

Em audiência na Câmara dos Deputados, nesta quarta (27), Vélez dizia estar firme no posto. “Muitos pediram para eu sair, mas não vou sair. Porque estou gostando muito do cargo. É um passeio às ilhas gregas? Não. O cargo é um abacaxi do tamanho de um bonde. Mas topei o convite porque quero devolver ao meu País o que ele fez por mim”, disse, com voz embargada.

Foram mais de cinco horas de sessão, com uma interrupção que durou menos de 10 minutos. Até o fim da reunião, a sala permaneceu lotada, com pessoas acompanhando de pé as declarações de Vélez, com muitos ataques e poucos elogios.

“Fake news”

À noite, em sua conta no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro intitulou de “fake news” as informações acerca da demissão do seu ministro.

“Sofro fake news diárias como esse caso da ‘demissão’ do ministro Vélez. A mídia cria narrativas de que não governo, sou atrapalhado, etc. Você sabe quem quer nos desgastar para se criar uma ação definitiva contra meu mandato no futuro. Nosso compromisso é com você, é com o Brasil”, escreveu. (Lígia Formenti e Eliane Cantanhêde – Estadão Conteúdo)

* Atualizada às 23h56

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