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Brasil

Ministério da Saúde reserva 150 leitos para vítimas de rompimento da barragem

Vigilância em Saúde vai monitorar contaminação de recursos hídricos, principalmente do Rio Paraopeba
Lama invade parte da cidade de Brumadinho. Crédito da foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

O Ministério da Saúde afirmou que todas as equipes do Samu que atuam na região afetada pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG) estão mobilizadas para atendimento de vítimas e 150 leitos de hospitais foram colocados à disposição.

Equipes foram mobilizadas para dimensionar a necessidade de suprimentos, abrigos e atendimento para população afetada. A pasta informou que, numa segunda etapa, a equipe de Vigilância em Saúde vai monitorar a contaminação dos recursos hídricos, principalmente o do Rio Paraopeba, que abastece as cidades da região. (Lígia Formenti – Estadão Conteúdo)

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Rejeito na hidrelétrica de Furnas

A estatal Furnas, do grupo Eletrobras, monitora a chegada dos rejeitos da barragem de Brumadinho em sua hidrelétrica Retiro Baixo, que funciona no Rio Paraopeba, podendo comprometer as operações da usina.

A barragem da usina hidrelétrica Retiro Baixo, confirmou a Agência Nacional de Águas (ANA), está localizada a 220 km do local do rompimento e “possibilitará amortecimento da onda de rejeito”. Segundo a ANA, “estima-se que essa onda atingirá a usina em cerca de dois dias”.

O Rio Paraopeba faz parte da bacia do Rio São Francisco. A hidrelétrica Retiro Baixo está localizada entre os municípios mineiros de Curvelo e Pompeu. A usina tem duas turbinas em operação, com capacidade instalada de 82 megawatts, energia suficiente para atender 200 mil habitantes, e opera desde 2010. Seu reservatório de 22 quilômetros quadrados.

Barragem de rejeitos da Vale se rompeu em Brumadinho, Minas Gerais. Crédito da Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG
Barragem de rejeitos da Vale se rompeu em Brumadinho, Minas Gerais. Crédito da Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de MG
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Por meio de nota, a ANA informou que está em constante comunicação com os órgãos e autoridades federais e estaduais, inclusive no âmbito de recente Acordo de Cooperação sobre Segurança de Barragens, que está permitindo troca facilitada e mais rápida de dados sobre a situação no local do evento.

“A ANA está monitorando a onda de rejeito e coordenando ações para manutenção do abastecimento de água e sua qualidade para as cidades que captam água ao longo do Rio Paraopeba”, declarou. “A fiscalização da barragem rompida, de acumulação de rejeito de mineração, cabe à autoridade outorgante de direitos minerários”, informou a agência, referindo-se à Agência Nacional de Mineração (ANM). (André Borges – Estadão Conteúdo)

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