Governo lança programa para a preservação da Amazônia

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Bolsonaro e Salles no lançamento do programa, ontem. Crédito da foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Bolsonaro e Salles no lançamento do programa, ontem. Crédito da foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro assinou ontem (9) decreto que cria o programa “Adote 1 Parque”, do Ministério do Meio Ambiente, para arrecadar recursos para a preservação de parques da Amazônia. Com a iniciativa, o governo espera arrecadar R$ 3,2 bilhões para investir na conservação da floresta. O lançamento do programa era prometido pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, desde o ano passado.

Presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, o vice-presidente Hamilton Mourão não participou do evento realizado no Palácio do Planalto na tarde de ontem para o lançamento do projeto. A assessoria do Ministério do Meio Ambiente informou que “todos os integrantes do governo federal estavam convidados”.

O programa permite que empresas e pessoas físicas, nacionais e estrangeiras, possam adotar uma das 132 unidades de conservação da região amazônica por um ano. Para entes nacionais, o valor é de R$ 50 por hectare e, para empresas estrangeiras, de € 10. A adoção da área pode ser prorrogada por até cinco anos. “(Valor de) € 10 por hectare por ano é um recurso bastante significativo para nós que temos já há muito anos um orçamento bastante limitado para cuidar dessas unidades de conservação”, disse Salles.

Segundo Salles, o programa “simboliza uma aproximação do setor privado”, que cada vez mais se interessa pela conservação do meio ambiente. O ministro informou ainda que outros biomas poderão ser incluídos no programa eventualmente.

No evento, o presidente do grupo Carrefour na América Latina, Nöel Prioux, assinou protocolo de intenções de adoção do parque do Lago do Cuniã, no Estado de Rondônia. Em sua fala, Bolsonaro agradeceu a parceria do grupo francês e disse que “não tem porque Brasil e França se distanciarem”. A questão ambiental, contudo, já foi tema de atritos entre o chefe do Executivo já protagonizou atritos com o presidente francês, Emmanuel Macron.

“O que nós podemos falar para aqueles que nos criticam, é o seguinte: nós não temos condições, por condições econômicas, de atender nessa área, vem nos ajudar. E uma empresa francesa foi a primeira que apareceu. Isso obviamente é um marco para nós”, disse.

O presidente ressaltou que a Amazônia corresponde a uma área “enorme”, maior que a Europa Ocidental. “É difícil cuidar disso tudo”, observou. Ele também mencionou problemas na região do Pantanal, bioma que no ano passado sofreu com queimadas. “Por vezes a legislação atrapalha a gente a preservar aquela área (do Pantanal)”, comentou. (Emilly Behnke - Estadão Conteúdo)