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Escola sem Partido volta ao debate, mas projeto não deve ser votado hoje

Um pedido de vista pode adiar a votação do PL por duas sessões
Votação do projeto Escola sem Partido deve ser adiada. Crédito da foto: Marcos Santos/ USP Imagens

Atualizada às 13h54

Mais uma reunião da Comissão que debate o projeto Escola Sem Partido foi suspensa sem deliberação nesta terça-feira, 13. A oposição obstruiu a reunião com o uso de questões de ordem até o início da sessão deliberativa da Câmara. Com o começo dos trabalhos no plenário, a comissão precisou ser automaticamente suspensa após cerca de duas horas. A reunião pode ser retomada ao fim de sessão no plenário.

A deputada federal Érika Kokay (PT-CE) liderou as manifestações, No início, com o questionamento sobre a restrição de público no plenário onde era realizada a sessão. A segurança da Câmara restringiu o número de pessoas no local e foram distribuídas senhas. Além disso, o início da sessão não estava sendo transmitida pela internet, o que também foi alvo de questionamento dos deputados

O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) defendeu o projeto. “Eles (estudantes) vão à universidade e aprendem que é Marx, Paulo Freire, que a burguesia fede e não aprendem metodologia. Se ele sabe ler e escrever e fazer as quatro operações, ele saberá fazer seu juízo de valor”, disse o deputado.

Houve bate-boca entre manifestantes e deputados. O deputado Éder Mauro (PSD-PA) chegou a debater com manifestantes no plenário. Com as mãos, ele simulou que portava uma arma e fez como se atirasse na direção dos opositores ao projeto. Mesmo se a comissão retomar os trabalhos ainda nesta terça, a expectativa é que o projeto não seja votado. Há um acordo para que seja feito um pedido de vistas, o que deve adiar a deliberação para ao menos duas sessões.

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