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Dia Mundial da Obesidade: a importância de uma vida saudável

Data conscientiza sobre o diagnóstico, tratamento e prevenção da obesidade
Mais da metade dos brasileiros está acima do peso
Pesquisa mostra 53% dos brasileiros estão com excesso de peso. Crédito da foto: Pixabay

O “Dia Mundial da Obesidade”, lembrado no dia 4 de março, busca conscientizar a população sobre a obesidade e incentivar soluções práticas para ajudar as pessoas a alcançarem e manterem um peso saudável, prezando por um tratamento adequado, a fim de reverter a crise da obesidade, uma vez que é um fator de risco para o surgimento de outras doenças crônicas não transmissíveis.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é identificada pelo índice de massa corpórea (IMC) maior ou igual a 30kg/m2, a partir de uma conta onde se divide o peso pela altura elevada ao quadrado. “O IMC é importante para avaliar o estado nutricional de uma população, mas possui algumas limitações. Uma delas é não fornecer informações sobre a composição corporal. O nosso corpo é formado por massa magra e massa gorda, apenas o peso na balança não é capaz de dizer a quantidade e a distribuição de músculo e de gordura corpórea.

Por esse motivo, além do IMC, deve-se considerar outros parâmetros de avaliação como, por exemplo, a circunferência da cintura, dobras cutâneas ou bioimpedância elétrica.”, explica Dra. Ana Flávia Locatelli, nutricionista oncológica do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS).

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O surgimento da obesidade está ligado a fatores genéticos e ambientais, como alimentação inadequada e sedentarismo, que interferem no gasto energético individual e na manutenção do peso. O excesso de tecido adiposo gera uma inflamação crônica e de baixo grau, que pode favorecer o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, apneia, diabetes e refluxo gastroesofágico, por exemplo.

A obesidade também é fator de risco para o surgimento de alguns tipos de câncer. “Está relacionada a mais de 10 tipos de câncer, dentre eles o de mama pós-menopausa, fígado, colorretal, pâncreas, endométrio e outros. Essa inflamação e as alterações metabólicas, causadas principalmente pelo excesso de gordura corpórea na região abdominal, criam um ambiente favorável para o desenvolvimento dessas doenças”, pontua a nutricionista oncológica.

Como evitar?

 Estando também relacionada ao estilo de vida, os métodos de prevenção da obesidade são: a prática regular de atividade física e uma alimentação que ofereça uma ingestão adequada de nutrientes, prezando sempre pela qualidade dos alimentos. “Nosso estilo de vida mudou muito nos últimos anos. As pessoas estão se movimentando menos, tendo menos tempo para cozinhar e, consequentemente, comprando mais alimentos industrializados, que nem sempre são os mais indicados para o consumo diário. Alguns produtos, chamados de ultraprocessados, são extremamente modificados e contêm excesso de sal, açúcar, gordura e aditivos químicos como aromatizantes, conservantes e corantes, que podem trazer prejuízos à saúde quando consumidos com frequência. Isso não significa que toda pessoa que está acima do peso tem maus hábitos alimentares, a obesidade é multifatorial e deve ser tratada com respeito e de maneira multidisciplinar com médico, nutricionista, educador físico e, em alguns casos, com psicólogo”, afirma Dra. Ana Flávia.

Assim, na hora da alimentação, a escolha deve ser por uma dieta baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, com verduras, frutas, legumes, cereais, raízes, tubérculos, feijões e outras leguminosas, sementes, ovos, leite e carnes magras, ou seja, alimentos que não tenham sido modificados pela indústria, sempre dando preferência para uma refeição caseira, preparada com temperos frescos, pouco sal e óleo, conforme aponta o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde.

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A nutricionista do IOS chama a atenção para uma mudança definitiva no estilo de vida. “Quando o objetivo for prevenção de doenças e melhora da qualidade de vida, a perda de peso deve acontecer como consequência de bons hábitos e não a partir de dietas restritivas ‘da moda’, feitas sem critério ou acompanhamento profissional. Esse tipo de dieta não é sustentável em longo prazo, pois não respeita a cultura em que a pessoa está inserida, nem suas preferências alimentares e condições sociofinanceiras, podendo inclusive trazer prejuízos para a saúde física e mental” completa. (Da Redação)

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