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Brasil negocia compra com Rússia e Índia

Brasil negocia compra com Rússia e Índia
Crédito da foto: Jorge Bernal / AFP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu mudar as regras para que empresas peçam o uso emergencial de vacinas para Covid-19 no Brasil, o que pode facilitar a entrada da Sputnik V. Foi retirada a exigência de que estudos de fase 3 estejam em andamento no País. Pouco depois, porém, informou-se que a vacina indiana Covaxin pediu autorização para testes. E o Ministério da Saúde divulgou que negocia a compra de 30 milhões de doses de Sputnik V e Covaxin.

A Anvisa informou que passará a se valer de dados de estudos conduzidos internacionalmente e o prazo para análise de uso emergencial nessas condições deverá ser de 30 dias. Para as vacinas com estudos nacionais, esse prazo é de dez dias, como nos casos da Coronavac e do imunizante de Oxford/AstraZeneca, que obtiveram autorização em janeiro.

A Precisa Medicamentos, que representa o laboratório indiano Bharat Biotech, anunciou na quarta-feira que assinou um termo de cooperação científica com o Instituto Israelita Albert Einstein de Ensino e Pesquisa (IIAEEP) para realizar, no País, os estudos de fase 3 da Covaxin.

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Toda essa discussão ocorre no momento em que a Anvisa é pressionada para liberar o uso do imunizante desenvolvido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. Anteontem, estudo publicado na revista científica Lancet apontou que a Sputnik V tem eficácia de 91,6% contra casos sintomáticos da Covid-19. Questionada sobre a motivação para a mudança nos critérios diante da aparente pressão pelo produto russo, a diretora da Anvisa Meiruze Freitas disse que a alteração “não tem nada a ver com a decisão de publicação da Lancet, diria que foi coincidência. O processo está sendo discutido há mais tempo”, garantiu. (Estadão Conteúdo)

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