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Brasil

Bolsonaro lamenta estragos por rompimento de barragem em MG

Presidente disse que tragédia semelhante ocorrida há três anos em Mariana deveria ter servido de alerta
Bolsonaro reforçou que lamenta profundamente o ocorrido em Brumadinho. Crédito da foto: arcos Correa/ Presidência do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro se manifestou sobre o rompimento da barragem da mineradora Vale, na Mina Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Em entrevista à rádio Regional de Brumadinho, Bolsonaro declarou que a tragédia de Mariana (MG), em novembro de 2015, deveria ter servido de alerta para evitar o rompimento de outra barragem nesta sexta-feira, 25, em Brumadinho.

Ele reforçou que “lamenta profundamente” o ocorrido. “Acionamos o gabinete chamado de crise em Brasília, ficaremos antenados aí 24 horas por dia para prestar informações à população, para colher informações também, de modo que possamos minimizar mais essa tragédia depois de Mariana, que a gente esperava que não tivesse uma outra, até por uma questão de servir de alerta aquela”, declarou Bolsonaro na entrevista.

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O presidente prometeu que o governo federal vai empenhar esforços para diminuir o impacto ambiental e as consequências do rompimento à população. “Vamos tentar diminuir o tamanho do mal que essa barragem aí, ao se romper, proporciona junto ao Meio Ambiente e junto à população em geral.”

Ao ser perguntado sobre a fiscalização de estruturas que armazenam resíduos de mineração como a barragem em Brumadinho, Bolsonaro justificou que o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, “sequer teve ainda como montar uma boa administração que vai particularizar a questões destas áreas”. “Não quero começar a culpar os outros pelo que está acontecendo, mas algo está sendo feito errado ao longo dos tempos.”

Ele pontuou, no entanto, que a prevenção a tragédias deveria partir primeiro da empresa que executa obra em barragens. “Se bem que a questão da Vale do Rio Doce nome da Vale até 2007 não tem nada a ver com o governo federal, apenas cabe a nós a fiscalização por parte do Ibama, que é o órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, e buscar meios para se antecipar a problemas, mas esses meios partem primeiramente da empresa que executa a obra.”

Planalto

O Palácio do Planalto ainda não tem o número oficial de mortos e, por isso, não quer ainda falar sobre isso. Mas o número inicial que tinha chegado ao Planalto era de 150 desaparecidos. O Corpo Bombeiros de Minas, no entanto, já fala em 200 desaparecidos. O governo quer centralizar as ações para agilizar os esforços. Dentro dessa ideia, um gabinete de crise avançado do Planalto deverá ser montado em Minas, para concentrar as discussões das ações e informações.

O ministro Ricardo Salles deverá engatilhar esta ação em sua chegada a Minas. O gabinete de crise do Planalto, em um primeiro momento, ficará a cargo do Gabinete de Segurança Institucional, que tem à frente o ministro Augusto Heleno. Outro braço está em funcionamento no Ministério do Meio Ambiente.

Ainda não está decidido, mas a previsão é de que o presidente Jair Bolsonaro, após fazer vistoria aérea da área inundada e se reunir com governador de Minas, Romeu Zema (Novo), e os ministros gabinete de crise e autoridades locais, retorne para Brasília.

No domingo, o presidente vai para São Paulo para se internar, para ser submetido a uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia. (Tânia Monteiro e Daniel Weterman – Estadão Conteúdo)

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