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Bolsonaro diz ser responsável apenas pelo que ocorre no Executivo

O presidente participou hoje de dois eventos e, em todos os seus discursos, silenciou-se sobre as decisões da Justiça
Bolsonaro diz ser responsável apenas pelo que ocorre no Executivo
Jair Bolsonaro acena para populares durante passagem à capital de Goiás. Crédito da foto: Clauber Cleber Caetano / PR (8/11/2019)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta sexta-feira (8) a populares que é responsável apenas pelo que acontece no Poder Executivo. “Não vou entrar numa furada”, disse, logo que chegou no Palácio da Alvorada. “Tenho responsabilidade com todos vocês”, completou.

Essas foram as únicas frases que o presidente deu nesta sexta, um dia depois de o Supremo Tribunal Federal decidir rever o entendimento sobre a prisão de condenados em segunda instância. Horas antes da declaração de Bolsonaro, a Justiça determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-presidente estava desde abril do ano passado preso em Curitiba, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Com a decisão do STF de quinta-feira (7), o presidente, que tinha a condenação em segunda instância, foi solto.

Silêncio

Bolsonaro participou de dois eventos nesta sexta-feira. Em todos os seus discursos, silenciou-se sobre as decisões da Justiça.

Também rompeu a rotina e não concedeu nenhuma entrevista na porta da residência oficial. Na manhã desta sexta, o presidente associou sua eleição ao sucesso da Operação Lava Jato, que levou políticos e empresários à prisão.

Ele elogiou o ministro da Justiça, Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato. “Parte do que acontece na política do Brasil devemos a Sergio Moro”, completou

Em Goiânia

À tarde, o presidente também ignorou a decisão da Justiça de soltar o ex-presidente Lula. Ele foi a Goiânia para a entrega de ônibus escolares a 133 municípios do Estado.

Durante o evento, minutos depois de ser divulgada a decisão da Justiça de soltar Lula, um assessor aproximou-se de Bolsonaro e mostrou a ele uma informação na tela do celular. Não está claro se o assessor comunicava o presidente sobre a decisão. (Ligia Formenti – Estadão Conteúdo)

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