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Bolsonaro assina MP que libera R$ 2 bilhões para desenvolver vacina

O presidente voltou a defender o uso da hidroxicloroquina, mesmo sem eficácia comprovada da droga neste tratamento
Bolsonaro assina MP que libera R$ 2 bi para desenvolver vacina
Recursos federais serão destinados à Fiocruz. Crédito da foto: Caroline Antunes / Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou nesta quinta-feira (6), medida provisória que abre crédito extraordinário de cerca de R$ 2 bilhões para viabilizar a compra, processamento e distribuição de 100 milhões de doses de vacina contra a Covid-19. O recurso será destinado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que negocia acordo para incorporar a tecnologia e produzir a vacina desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca e a Universidade de Oxford.

Após assinar a medida, em cerimônia no Palácio do Planalto, Bolsonaro criticou, de forma indireta, iniciativa do governo de São Paulo de negociar com a empresa chinesa Sinovac Biotech para receber a CoronaVac, também em testes contra a Covid-19. “O mais importante, diferente daquela outra (vacina) que um governador resolveu acertar com outro país, vem a tecnologia para nós”, disse.

O presidente voltou a defender o uso da hidroxicloroquina, mesmo sem eficácia comprovada da droga neste tratamento. Para ilustrar que nem sempre há tempo de esperar estudos robustos antes de apostar num tratamento, Bolsonaro repetiu que soldados teriam se curado com água de coco na Guerra do Pacífico.

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“Estudando um pouquinho, fui ver, lá na Guerra do pacífico. O soldado chegava ferido, não tinha de quem receber sangue. Descobriram: vamos meter água de coco na veia dele. E deu certo. Dezenas, centenas de vidas foram salvas. Se fosse esperar uma comprovação científica, quantos não teriam morrido naquele momento?”, afirmou o presidente.

O valor liberado pela MP nesta quinta-feira (6) contempla o investimento na pesquisa clínica da vacina, que está na fase 3, quando é testada a segurança e eficácia da droga em humanos. Após o fim destes estudos, a vacina pode receber registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para distribuição no País. A cifra liberada também deve permitir a compra de insumos para preparação das primeira doses e adequação de laboratórios que devem absorver a tecnologia total de fabricação da vacina. (Estadão Conteúdo)

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