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Apesar dos fiscais, Rio tem aglomerações

Apesar dos fiscais, Rio tem aglomerações
Vários pontos da cidade, como a Escadaria Selarón, registraram grande movimentação de pessoas. Crédito da foto: Caio Basilio / Estadão Conteúdo

Apesar da fiscalização, do cancelamento dos desfiles das escolas de samba no Sambódromo e da proibição de desfiles de blocos, o Carnaval começou no Rio com aglomerações por toda a cidade. Pontos que normalmente atraem pessoas para beber e conversar na rua, como a Rua Dias Ferreira, no Leblon, na zona sul, e a Lapa, no Centro, ficaram cheios na noite de sexta-feira (12). Segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), até a madrugada deste sábado (13), foram interditados sete estabelecimentos comerciais, aplicadas nove multas e apreendidos equipamentos de som em quatro locais.

Para coibir aglomerações, um decreto municipal do Rio que passou a vigorar a partir da meia-noite de sexta-feira prevê até prisão para quem desfilar em blocos de Carnaval, que estão proibidos. Quem for pego em aglomerações poderá ser enquadrado no artigo 268 do Código Penal, que trata de infração à determinação do poder público “destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”. A pena prevista é de detenção de até um ano, além de pagamento de multa.

Desde o início da semana, órgãos da prefeitura da capital e do governo estadual têm alertado sobre a proibição de se fazer aglomerações. A Polícia Civil determinou à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) que monitore redes sociais de organizadores de festas clandestinas. As informações são repassadas para a Seop, que atua diretamente na fiscalização, em parceria com a Guarda Municipal e o Instituto de Vigilância Sanitária, e com o apoio da Polícia Militar (PM).

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Apesar do monitoramento preventivo da internet e das redes sociais, equipes de fiscalização tiveram trabalho. Entre a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado, verificaram denúncias de eventos na Lapa, Centro, Santo Cristo, Ipanema, Gávea e Bangu. Também houve fiscalização do comércio ambulante, com a apreensão de 122 itens. (Vinicius Neder – Estadão Conteúdo)

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