Nas lentes do conhecimento


Fotografando shows - Projeto Circo dos Sonhos no Mundo da Fantasia




Marcos Frota, ator consagrado, em seus 30 anos de carreira com personagens célebres como “Tonho da Lua”, apresenta em Sorocaba um espetáculo inédito, “Circo dos Sonhos no Mundo da Fantasia”. Uma superprodução da família Jardim, com mais de três décadas dedicados ao circo. 
 
O show conta com um elenco de atores circenses fantásticos, dotados de qualidades notáveis e cativantes, de palhaços a acrobatas. Como malabaristas equilibramos nossas emoções durante toda apresentação e saímos, como em um truque de mágica, crianças novamente, sonhando com a liberdade de voar no trapézio.
 
A trama do espetáculo faz uma crítica social através de um cenário de magia, ação e emoção em um reino mágico. Refletindo a solidão da infância contemporânea em meio a presença constante da tecnologia. Na ausência quase que constante da família, amigos, e da própria imaginação.   
 
“O espetáculo mostra para crianças e adultos que apesar de todo o aparato tecnológico, a imaginação ainda é a melhor e mais barata forma de brincar”, diz Rosana Jardim a diretora da montagem.
 
O circo e a fotografia têm em comum este lado de nos levar sempre a um passado, de trabalhar com nossa memória e imaginação. De salientar a lembrança de como é essencial viver o momento e celebrar tudo que nos rodeia.
 
O projeto fotográfico que apresentamos em nossa galeria foi realizado durante a apresentação do circo. Utilizamos de algumas técnicas esboçadas em nosso artigo anterior “Fotografando shows e com pouco controle de luz”. Leia este artigo para compreender algumas questões que vamos trabalhar agora acessando este link http://www.jornalcruzeiro.com.br/materia/851908/fotografando-shows-e-com-pouco-controle-da-luz.
 
Neste artigo falamos das dificuldades com as questões de lentes, e até mesmo equipamentos, como câmeras, que não são tão acessíveis financeiramente a todo público. Por este motivo realizamos o projeto com equipamento e configurações acessíveis a todos.
 
Utilizamos duas câmeras DSLR de entrada da Nikon, a D3200 e a D5300. Em nenhum momento foram utilizados tripé e flash. Tínhamos autorização para utilizar o flash por sermos profissionais, todavia a ideia era criar um projeto factível a todos e retratar fielmente com a luz do ambiente.  
 
As lentes utilizadas foram a 18 – 55 mm f/3.5-5.6, a 55 – 300 mm f/4.5-5.6 e a 50 mm f/1.8. As duas primeiras são consideradas lentes escuras e não adequadas a este tipo de situação, todavia com uma boa configuração e técnica foi possível realizar boas fotos. Logo demonstram ser um bom custo benefício para quem está começando.
 
A 50 mm é uma lente clara, mas não era adequada para este tipo de situação e muito menos top em sua categoria, já que utilizamos um modelo sem foco automático e com menor abertura de diafragma de seu tipo. Lembrando que os nossos modelos de câmeras não possuem motor de foco embutido.
 
As imagens percorrem um comprimento focal de 18 mm a 300 mm, com velocidade do obturador de 1/40 a 1/250 seg, abertura do diafragma de f/1.8 a 6.3 (a maioria das fotos realizadas na abertura f/4.5 e f/3.5) e o ISO percorreu a média de 400 a 3200 (com boa parte das fotos em 1600).
 
O equilíbrio de branco constantemente se manteve no automático e fotografamos em RAW, para ter maior liberdade em sua correção no pós tratamento. Fator que não foi preciso modificar, já que a leitura da câmera da luz foi adequada ao conceito estético do projeto.
 
Foi utilizado em conjunto a Fotometria Matricial, que consegue medir uma área ampla do quadro. Que leva em consideração, para produzir melhores resultados, em sua análise programada a distribuição de luz, a cor, a distância e a composição
 
As fotografias tiveram um pós-tratamento básico, trabalhando apenas as questões de tonalidade e contraste no programa da Adobe – Lightroom. Tentando manter ao máximo a percepção visual do espetáculo ao vivo.
 
O modo de foco foi configurado para “Área de Foco de Servo Contínuo”, que é ideal para assuntos em movimento. O foco não trava quando o botão de liberação do obturador é pressionado até a metade. Desta forma é possível continuar focado no assunto em movimento enquanto se procura a composição ideal. Também configurando para área de foco em seu modo de área dinâmica.  
 
Fotografar um show com pouco controle da iluminação é algo que depende muito mais do conhecimento do próprio espetáculo e das técnicas a serem utilizadas para capturar do que do equipamento.
 


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Viva a fotografia, viva o circo, viva a vida sempre com muita alegria e imaginação. 
 
Conheça mais sobre o Circo dos Sonhos e sua apresentação em Sorocaba, acesse este link http://www.circodossonhos.com/espetaculo/sorocaba





Fotografando shows e com pouco controle da luz




Todo fotógrafo sempre busca a iluminação ideal para os seus projetos, entretanto existem casos que isso não é possível. Por vezes a própria utilização do flash é vetado para não atrapalhar o ambiente ou a execução de um espetáculo, a exemplo de teatros e museus. Em outros momentos inserir outros equipamentos para iluminação, como o próprio flash, pode afetar diretamente na composição da imagem negativamente.    
 
A utilização do flash pode auxiliar na captura de uma imagem que não corresponde a forma como os elementos são vistos ou percebidos, criando um "novo" ambiente.
 
O flash também pode chapar os objetos, os elementos do primeiro plano, e desfavorecendo os aspectos do fundo. Devemos lembrar que este tipo de luz mesmo parecendo potente é curta, ilumina o primeiro plano e escurece o segundo plano, confundindo os sensores da câmera.
 
As vezes o ambiente é bem iluminado, todavia com luzes coloridas, luzes negras, o reflexo das cores do palco e do figurino, dificulta um controle pleno da luz.
 
Para não mencionar que em um show normalmente o assunto fotografado sempre está em movimento, exigindo uma certa velocidade do obturador para capturar a cena.
 
Neste caso, pensando nos movimentos de seu objeto retratado, já configure seu equipamento para um modo de foco continuo, que vai conseguir acompanhar o movimento mantendo o foco. 
 
Mas como conseguir boas fotografias na ausência de uma luz ideal, em um ambiente escuro? A solução para esta questão pode estar no ISO, tripé, lentes especificas, abertura da lente e velocidade do obturador.
 
Claro que depende muito do braço de cada fotógrafo e da lente utilizada, a velocidade mínima para não tremer a fotografia é 1/30. Devendo sempre levar em consideração sua distância focal, logo para uma lente 28 mm a velocidade mínimo é 1/30, para lente 50 mm a velocidade mínima é 1/60. Desta forma a regra sempre é a distância focal da lente X para sua velocidade mínima 1/X.
 
Então como podemos corrigir este problema do tempo de exposição da luz para uma fotografia nítida e não tremida quando não conseguimos manter o braço parado, uma posição confortável ou seguir a regra mencionada. A solução técnica é encontrar um apoio para a câmera, uma superfície que mantenha o equipamento seguro e estático.
 
Você pode improvisar utilizando uma mesa, uma mureta ou coisas planas semelhantes, mas a preferência são equipamentos profissionais como tripé e monopé. Além de utilizar o temporizador da câmera ou controle remoto de disparo para evitar qualquer movimento. 
 
Apesar do custo alto, as melhores lentes para fotografar ambientes escuros são as lentes claras, especificas. São lentes com o diafragma de maior abertura e normalmente elas são fixas, ou seja, com uma única distância focal.
 
O diafragma é o diâmetro da abertura das lentes e é medido em números "f", sendo a seu valor inversamente proporcional. Quanto menor é o valor "f" maior é a abertura do diâmetro do diafragma. Exemplo, uma lente f1/8 é considerada uma lente clara, enquanto uma lente com f5/6 é considerada escura.
 
Outra ferramenta que deve ser utilizada, apesar do preconceito com ela por boa parte dos fotógrafos, é o ISO. Através deste é possível configurar a sensibilidade do sensor da câmera com a luz. Quanto mais o ambiente é escuro, um ISO alto se faz necessário. Com isso temos um sensor sensível a luz e com menor tempo de disparo.
 
O preconceito dos fotógrafos com a sua utilização é que aumentando a sensibilidade do sensor à luz ocorre uma perda da qualidade da imagem, uma granulação na imagem. Todavia hoje a tecnologia avançou bastante e diminuindo este problema de granular a imagem principalmente nas áreas mais escuras da fotografia.   
 
Outra questão que deve ser salientada é conhecer o ambiente que vai fotografar, não só sua estrutura física, mas também compreender e ter a sensibilidade com o espetáculo que está sendo apresentado. Estude o seu assunto, ele é mais importante que toda técnica utilizada. 
 
Procure também interferir menos no local, planeje a sua logística de movimentação para encontrar melhores ângulos, utilize roupas discretas (preferência para a cor preta). Procure clicar em momentos oportunos, seja silencioso.
 
Fotografe sempre que possível no formato RAW, este tipo de arquivo salva informações de cor e luz separadas. Com esta configuração é possível realizar um pós-tratamento da imagem com mais abrangência, com mais qualidade. 
 
Em RAW você pode manter o seu Balanço de Branco em Auto WB, sem grandes prejuízos na leitura da luz. Visto que em programas específicos de tratamentos de imagens, a exemplo do Lightroom, é possível modificar para um balanço melhor e obter cores mais próximas da realidade retratada.
 
Procure configurar tudo no modo manual, as regras podem ser quebradas, não existe uma configuração perfeita para definir todas as situações e objetivos.
 
Sempre estude a luz, se questione sobre a profundidade de campo desejada, estude o movimento das cenas e para qual finalidade a fotografia está sendo realizada. Sempre se lembre de estudar profundamente o seu equipamento, compreenda sua capacidade técnica.
 
Em nosso próximo artigo iremos demonstrar na prática a realização de uma cobertura de fotojornalismo, documental em um show com equipamentos acessíveis e limitados.
 
São belas imagens do fantástico espetáculo "Circo dos Sonhos no Mundo da Fantasia" que está se apresentando na cidade de Sorocaba.
Enquanto aguardam este projeto fotográfico convido a todos assistirem à apresentação do Circo dos Sonhos, realmente é um show que vai cativar a todas as idades com a magia do circo.
 
Para maior informação deste espetáculo acessem o link http://www.circodossonhos.com/espetaculo/sorocaba   





Dia do Fotógrafo - 08 de janeiro




O dia de hoje causa grande confusão na cabeça dos apaixonados por fotografia. Afinal qual é dia do fotógrafo? Da fotografia? Comemoramos no dia 08 de janeiro ou em 19 de agosto?
 
Independentemente do dia certo, devemos sempre comemorar a fotografia e seus artistas, seus profissionais, a imagem, a foto. Todo dia é dia para celebrarmos a nossa memória.
 
Hoje, 08 de janeiro, é comemorado o Dia do Fotógrafo ou o Dia Nacional da Fotografia. É importante comemorarmos esta data para lembrarmos também da luta na regulamentação da profissão no Brasil, um espaço ainda a ser conquistado.
 
O registro da data de hoje ocorre por uma questão histórica, é o dia que chegou a primeira câmera fotográfica (Daguerreótipo) ao Brasil em 1840. Ela veio por intermédio do abade Louis Compte e a apresentou para Dom Pedro II. O jovem imperador foi intitulado o primeiro fotógrafo brasileiro. 
 
Já o dia 19 de agosto é comemorado internacionalmente em homenagem a data da apresentação da invenção de Jacques Mandé Daguérre, a primeira câmera fotográfica, o Daguerreótipo, na Academia de Ciências da França, em Paris, em 1839.
 
A data comemorativa é repleta de controvérsia, não só pela data, mas ainda se discute se comemoramos o dia da fotografia ou o dia do fotógrafo. Seria possível existir uma fotografia sem um fotógrafo ou um fotógrafo sem uma fotografia. Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?
 
Ainda segundo o historiador Boris Kossoy, foi o pesquisador franco-brasileiro, Hércules Florence, o inventor e primeiro a utilizar o termo fotografia, em 15 de agosto de 1832, Campinas-SP.
 
Qual seja a data correta a ser comemorada, por respeito aos seus profissionais, suas documentações, suas expressões de arte e guardiões do tempo e espaço, de nossa cultura e memória, festejaremos os dois dias, e homenagearemos o ano todo.
 
Feliz dia a todos que amam e fazem belas imagens, que conseguem congelar o tempo e espaço, tornam eternos os nossos momentos. Que com ciência e sensibilidade conseguem escrever com luz conhecimentos e encantos.