Na Mochila


Impor limites aos filhos é uma forma de demonstrar amor




Por que alguns pais, hoje em dia, têm tanta dificuldade em impor limites aos filhos? Muitos confundem com uma educação autoritária e preferem ceder aos anseios e caprichos da criança, por algum tipo de culpa ou mesmo para ter menos trabalho.

A verdade é que a maioria dos pais dedica cada vez menos tempo aos filhos. E educar exige tempo, paciência, carinho, atenção e, principalmente, presença.

Como saber quando a família não impõe limites na vida da criança?   Há alguns sinais claros na rotina dos pequenos, como ter dificuldades para dormir, fazer birras para tomar banho ou comer, não aceitar um "não" como resposta ou não querer ir à escola.

Segundo a psicóloga infantil e familiar, Dra. Carol Braga, o limite é essencial na vida da criança, é a base para o desenvolvimento infantil saudável e para a instituição de valores que nortearão a vida adulta. Sem ele, algumas situações podem tomar proporções indesejáveis e desagradáveis.

"Limite é mostrar até onde pode-se ir/fazer/acontecer. É importante para que a criança identifique seu "eu" e o outro. O não comprometimento e a não identificação da existência do outro são as principais consequências da falta de limitação" destaca a psicóloga.

Aprendendo a lidar com frustrações

Para a Dra. Carol, é muito fácil fazer uma criança parar de chorar ou de fazer birra dando a ela aquilo que ela quer. Por isso, é necessário um grande esforço por parte dos pais para impor limites. A boa notícia é que essa educação irá poupar impactos negativos na vida da criança. "A vida lá fora é diferente, nem sempre o indivíduo terá tudo o que quer, portanto é fundamental que aprenda a lidar com tais situações ", esclarece a profissional.

 

Não existe idade ideal ou situações específicas para a imposição de limites. Estes devem estar presentes desde os primeiros dias de vida da criança através da rotina. Para que os limites sejam instituídos mais facilmente, estabeleça regras dentro do dia a dia da criança, estipule horários e atividades.

Os questionamentos dos filhos vão existir, mas é extremamente importante que os pais sejam firmes e mantenham sempre a palavra.


Por Lucy De Miguel, jornalista especializada em Primeira Infância, empreendedora social e autora do blog NA MOCHILA.
lu@namochila.com

 





Época propensa a conjuntivite requer atenção dos pais




Crianças são alvos fáceis quando o assunto é conjuntivite. O contágio pode acontecer em qualquer lugar: na escola, na piscina, nas brincadeiras com os amigos ou mesmo em casa. E em épocas de muito calor, a propagação do vírus é ainda maior.
 
Os sintomas mais comuns da doença são olhos avermelhados e lacrimejando, coceira, secreção, pálpebras inchadas e sensação de areia nos olhos. Após notar algum desses sintomas, é importante levar a criança para uma consulta com um especialista, para que seja diagnosticado o tipo de conjuntivite, que pode ser alérgica, viral ou bacteriana. Se não tratada adequadamente, a doença pode ameaçar a visão.
 
Para evitar o contágio, o oftalmologista Renan Memória explica que alguns cuidados devem ser tomados. A doença é transmitida por contato direto (apertos de mão, abraços, beijos, etc) ou indireto (compartilhamentos de toalhas, roupa de cama). Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença.
 
Segundo o médico, após notar algum sintoma da doença é importante consultar com um especialista para que seja diagnosticado o tipo de conjuntivite (alérgica, viral e bacteriana) que, se não tratada, podem ameaçar a visão. Os primeiros sete dias do início dos sintomas é considerado de alto contágio. Por isso a criança deve ficar afastada do ambiente escolar, para evitar a contaminação de outros coleguinhas.
 
Caso a conjuntivite seja confirmada, os pais devem manter as mãos da criança sempre limpas utilizando-se de álcool em gel, água e sabão. Também é importante guardar os brinquedos que são mais difíceis de lavar e após sete dias dos sintomas lavar todos que a criança manuseou.
Há outros cuidados necessários com roupas de cama e de banho, que devem ser separadas e lavadas bem após 7 dias.
 
O oftalmologista ainda afirma que cada tipo de conjuntivite requer um tratamento específico: colírios antibióticos, antialérgicos ou lubrificantes. Quem deve prescrever a medicação exata é o médico especialista.
 
Veja algumas recomendações:

• Evite aglomerações;

• Lave com frequência o rosto e as mãos;

• Não coce os olhos;

• Troque fronhas dos travesseiros e lençol diariamente enquanto perdurar a crise;

• Não compartilhe objetos de beleza.
 
Por Lucy De Miguel, jornalista especializada em Primeira Infância, empreendedora social e autora do blog NA MOCHILA.
lu@namochila.com





Conheça as brincadeiras que estimulam o desenvolvimento cognitivo das crianças




Em uma época em que a tecnologia impera em nosso cotidiano, em nossa casa, no trabalho e até na rotina das nossas crianças, nunca se chamou tanto a atenção sobre a importância do brincar para o desenvolvimento infantil.
 
Se você é o tipo de pai ou mãe que reclama na escola porque seus filhos só brincam, está na hora de rever seus conceitos. Principalmente durante a fase da Educação Infantil, ou seja, antes dos 6 anos, as brincadeiras são fundamentais para todo o desenvolvimento da criança, seja motor, de linguagem, social, afetivo, adaptativo ou cognitivo.
 
Brincar contribui para o desenvolvimento do córtex e cria as conexões cerebrais. A pediatra Denise Katz (CRM 63548) dá algumas dicas de atividades para que os pais possam divertir e ensinar as crianças. Veja como cada uma auxilia nessa fase:
 
Leitura, escrita e desenhos: Durante toda a infância é importante estimular atividades e brincadeiras lúdicas nas crianças, pois elas contribuem para o desenvolvimento da linguagem, atenção, imaginação, curiosidade, concentração e memória, além de fortalecer o vínculo com os pais. Bonecos de dedo tornam o ato de contar histórias mais interessante; desenhar, escrever e pintar sobre personagens preferidos da criança contribui para a adesão da brincadeira.

 
Jogo da memória, quebra-cabeça e xadrez: Os jogos estimulam habilidades como concentração, lógica, formulação de estratégias e autoconfiança. As atividades lógicas contribuem para que a criança seja capaz de tomar decisões em situações que exijam raciocino rápido, promove a vontade de vencer e a vivência com vitórias e derrotas.

 
Esconde-esconde, pega-pega e queimada: estas brincadeiras estimulam a coordenação, noção de espaço e perspicácia da criança, que cria estratégias para não ser pego, além de estimular que se supere fisicamente.  Por ser uma atividade realizada em conjunto com outras crianças, motiva a socialização com os colegas. Estimule que seu filho conheça amigos da vizinhança e pratique as brincadeiras em lugares seguros. Este tipo de atividade é indicado para crianças a partir dos 6 anos de idade.
 
“O desenvolvimento cognitivo da criança depende da boa desenvoltura de funções como a linguagem, coordenação motora e suporte afetivo-emocional. Para garantir que a criança tenha uma boa evolução, estimule o seu filho desde cedo, ainda no primeiro ano de vida, com brincadeiras, jogos, leituras e conversas. A brincadeira em qualquer idade ajuda a moldar o cérebro, fortalece as relações socioafetivas, promove a criatividade e a imaginação”, explica a pediatra.
 
Além das brincadeiras, é importante que os pais cuidem da alimentação dos pequenos para um desenvolvimento completo, com alimentos ou suplementação ricos em Ômega 3, que também auxiliam na formação de sinapses cerebrais. 
Fonte: Dra. Denise Katz, pediatra consultora da Ommax
 
Por Lucy De Miguel, jornalista especializada em Primeira Infância, empreendedora social e autora do blog NA MOCHILA.
lu@namochila.com