Mais Filmes


Um tubarão gigante é a estrela de novo thriller de ficção científica




PorLúcia Helena de Camargo

Imagine um tubarão enorme, gigantesco, que sobreviveu desde a pré-história. Ninguém sabia da sua existência até agora. E o bicho reaparece para aterrorizar o mundo no filme "Megatubarão". Pode ser divertido.

O nome da criatura é Megalodon. Ele é o maior e mais poderoso predador de todos os tempos.

Acaba de ser divulgado o primeiro trailer da produção, que vem sendo chamada pela Warner Bros. de "thriller de ficção científica".

Dirigido por Jon Turteltaub ("A Lenda do Tesouro"), o filme é estrelado pelo ator Jason Statham ("A Espião que Sabia de Menos", "Velozes & Furiosos 7", filmes "Os Mercenários") e pela premiada atriz chinesa Li Bingbing ("Transformers: A Era da Extinção", "O Reino Proibido", "A Mensagem").





No filme, um submarino de águas profundas ¿ parte de um programa internacional de observação subaquática ¿ foi atacado por uma criatura gigantesca, que se pensava estar extinta. Agora, ele se encontra incapacitado no fundo da fossa mais profunda do Oceano Pacífico, com a tripulação presa dentro dele. Com o tempo se esgotando, o mergulhador especializado em resgates em águas profundas Jonas Taylor (Jason Statham) é recrutado por um visionário oceanógrafo chinês (Winston Chao), contra a vontade de sua filha Suyin (Li Bingbing), para salvar a tripulação.

Um ou outro segredo sobre o protagonista vão sendo revelados aos poucos, para aumentar a tensão.

Estão no elenco também Rainn Wilson (da série de TV "The Office", "Super"), Ruby Rose ("xXx: Reativado", da série de TV "Orange is the New Black"), Winston Chao ("Fora do Rumo", "Kabali"), Page Kennedy (da série de TV "Rush Hour"), Jessica McNamee ("Para Sempre", da série de TV "Sirens"), Ólafur Darri Ólafsson ("O Bom Gigante Amigo", da série de TV "The Missing"), Robert Taylor ("Golpe Duplo", da série de TV "Longmire"), o neozelandês Cliff Curtis ("Cavalo Negro", "Ressurreição", da série de TV "Fear the Walking Dead"), Sophia Shuya Cai ("Somewhere Only We Know") e Masi Oka (das séries de TV "Hawaii Five-0" e "Heroes").

Turteltaub dirigiu o filme a partir de um roteiro assinado por Dean Georgaris e Jon Hoeber & Erich Hoeber, baseado no livro de Steve Alten. Na equipe técnica entraram o diretor de fotografia indicado ao Oscar Tom Stern ("A Troca", "Sully - O Herói do Rio Hudson", "Sniper Americano", "Jogos Vorazes"), o desenhista de produção ganhador do Oscar Grant Major ("O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei", "X-Men: Apocalipse"), o editor Steven Kemper ("Salt", "Missão Impossível 2", "A Outra Face") e a figurinista Amanda Neale ("Conspiração e Poder", "Meu Amigo, O Dragão", "O Que Fazemos nas Sombras").

As filmagens foram realizadas em locações na China e Nova Zelândia.

Está previsto para chegar aos cinemas em 9 de agosto.

Lúcia Helena de Camargo é jornalista, cinéfila e escreve também sobre comida, no blog www.menudalu.com.br

Email: luciahcamargo@uol.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/lucia.camargo.357





O Mecanismo: é ficção, pessoal!




Por Lúcia Helena de Camargo
 
Muito já se falou sobre a série “O Mecanismo”, dirigida por José Padilha. Para poder comentar com alguma propriedade, assisti duas vezes todos os episódios. A conclusão é que é bom entretenimento. 
 
Não enxerguei motivos para cancelar a Netflix, como muitos fizeram. Não acho que seja tendenciosa à direita, como apontam alguns. Nem à esquerda, como dizem outros. É uma história, vamos relembrar, de ficção. O roteiro, escrito por Elena Soárez, foi apenas livremente inspirado em pessoas reais, que por acaso fazem parte da história recente do Brasil, envolto na Operação Lava Jato nos últimos quatro anos. 
 
Nós sabemos de quem se trata quando aparece na tela a presidenta (com “a”) Janete Ruscov (encarnada pela atriz Sura Berditchevsky), que seria derrubada por ser malquista pelos políticos tradicionais de Brasília, por não conseguir negociar mano a mano como o comandante de seu partido, o político João Higino (vivido com maestria por Arthur Kohl, que consegue falar no mesmo tom de voz de Lula, com trejeitos perfeitos). Não fica dúvidas sobre quem é o senador mineiro Lúcio Lemes (Michel Bercovicht), que bebe e toma comprimidos insanamente, é um corrupto à moda antiga e tem nas mãos a revista “Leia”. Há o risível Samuel Thames (Tonio Carvalho), vice-presidente pusilânime. E ainda o vaidoso juiz Paulo Rigo (Otto Jr.), que além de não admitir que suas ações sejam contestadas, parece ter certa simpatia pelos batedores de panelas. Repare no sorrisinho de canto de boca que ele esboça na cena na qual olha através dos prédios e vê os moradores de Curitiba ensandecidos, fazendo o batuque de varanda gourmet que se tornou u dos símbolos destes tempos sombrios.
 
O ator Enrique Diaz entrega um trabalho fantástico de interpretação na pele do insolente doleiro Roberto Ibrahim (Para quem não lembra, baseado em Alberto Youssef). É ele quem protagonista a citação a “Um bonde chamado desejo”, do norte-americano Tennessee Williams. Imprimindo certo humor, relembra a antológica sequência na qual clama por Stella. Na série, sua mulher que ameaça abandoná-lo.  
 
Carol Abras também manda bem como a delegada Verena Cardoni (inspirada em Erika Marena). Já Antônio Saboia vive um contido Dimas Donatelli (baseado no procurador Deltan Dallagnol). 
 
O agente da polícia federal Marco Ruffo (Selton Mello) não é baseado em ninguém de carne e osso, embora ele possa ser a soma de outros que de fato existiram, com uma ou outra adição ficcional. Sempre do lado da justiça, usa métodos heterodoxos para conseguir o que quer, como todo bom herói que se preze, porque ninguém gosta de mocinhos que fazem tudo “by the book” o tempo todo. Ousadia é essencial. Mas ele é apenas o narrador que dá liga e traz o espectador para dentro da trama. Você torce por ele. Não apenas pela perseverança que dedica à tarefa de colocar bandidos atrás das grades, mas até para que ele melhore de seu distúrbio bipolar e consiga se atormentar menos com tudo aquilo que fica sabendo. Como todos já identificaram, ele é o equivalente ao Capitão Nascimento na história. Além de refletir sobre as ações, analisa o contexto, consegue visualizar o panorama macro daquilo que está acontecendo. Toma o espectador pela mão e explica. 
 
A brincadeira de comparar o noticiário da época com o desenrolar da trama da série gera certo anticlímax. Nem tudo é igual, claro. A frase que gerou a maior polêmica – “Precisamos estancar essa sangria” (a Lava Jato) –, dita por Romero Jucá (MDB) e colocada na boca de Higino/Lula, causou comoção. Talvez achou-se que tinha mais efeito dramático se inserida naquele momento. Ou decidiram assim fazer por outro motivo. Mas aqui convém lembrar mais uma vez: é uma obra de ficção, pessoal. Não levem a sério demais.  





 
O maior problema da série, porém, é técnico: o som é péssimo. Selton Mello fala de maneira abafada, como se estivesse em um confessionário. Será que ele levou a sério demais quando pediram que entregasse uma interpretação introspectiva? Alguns dos demais também embarcam nesse tom e em certos momentos os diálogos ficam incompreensíveis. Foi necessário habilitar as legendas para poder decifrar o que diziam. O volume é desequilibrado. Algumas cenas são baixas. Você aumenta o som para conseguir ouvir o que dizem. E de repente lhe doem os ouvidos porque o volume aumenta de maneira absurda. 
 
Outro incômodo: o uso excessivo do recurso de focar o primeiro plano e desfocar todo o resto. Algumas vezes falta profundidade de cena. Acredito que enquadramento poderia ser mais aberto. Sobra uma sensação meio claustrofóbica ao ver somente as caras do personagens em grande parte das cenas.  
 
De todo modo, Padilha é grande diretor de sequências de ação. Sabe conduzir a trama de maneira a prender a atenção e criar expectativa pelo episódio seguinte. Ou a temporada seguinte. 
 
Lúcia Helena de Camargo é jornalista, cinéfila e escreve também sobre comida, no blog www.menudalu.com.br
 
Email: luciahcamargo@uol.com.br
 
Facebook: https://www.facebook.com/lucia.camargo.357





De volta para um futuro distópico




Por Lúcia Helena de Camargo
 
O filme jogador Número 1 (Ready Player One, EUA, 2018) está liderando bilheterias em todo o mundo. Já bate nos US$ 181 milhões arrecadados em 62 países, sendo US$ 42 milhões apenas dentro dos Estados Unidos, de acordo com o site Box Office Mojo. No Brasil, chega a R$ 7 milhões e constaria também do topo do ranking se não fosse um fenômeno, digamos, curioso: “Nada a perder", cinebiografia do bispo Edir Macedo, aparece em primeiro lugar com incríveis e inacreditáveis R$ 26,5 milhões, o que corresponde a mais de dois milhões de espectadores em apenas quatro dias. O número supera, por exemplo, a estreia de "Star Wars - Os Últimos Jedi". Esse tipo de milagre aconteceu também em 2016, com outro filme da mesma lavra religiosa, “Os Dez Mandamentos" que arrecadou impressionantes R$ 24 milhões na estreia. 





De qualquer maneira, a ficção científica distópica dirigida por Steven Spielberg tem feito sucesso, em grande parte em razão dos elementos que trazem às telas o saudosismo dos anos de 1980.
 
Tye Sheridan encarna Wade Watts, adolescente que busca um prêmio dentro de um jogo de realidade virtual, na forma de um avatar chamado Parzival. O mundo está destruído pela mais grave e contundente crise energética. Olivia Cooke, Ben Mendelsohn, T.J. Miller e Simon Pegg integram o elenco. 
 
Para quem aprecia videogames e distopias.
 
Lúcia Helena de Camargo é jornalista, cinéfila e escreve também sobre comida, no blog www.menudalu.com.br
 
Email: luciahcamargo@uol.com.br
 
Facebook: https://www.facebook.com/lucia.camargo.357