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Churrasco Descartável




Por Claudemir Andrade
 
 
 
Não precisamos necessariamente ter um Ipad conectado para adaptarmos novas tecnologias em nosso dia-a-dia. Às vezes, podemos simplesmente ter idéias básicas e aplicá-las de forma a nos tirar dessa vida de correria!
 

Levando isso em consideração, já pensou em fazer um churrasco em casa e não ter que limpar ou lavar a churrasqueira?  Ou simplesmente não precisar se preocupar em correr atrás de grelhas, carvão, alcool?
 
 
Bom, hoje é Sexta-feira Santa, então (religiões a parte), consideramos que estamos falando de peixe grelhado apenas!
 

A empresa Casus, criou uma churrasqueira descartável, que não agride o meio ambiente, e que não requer qualquer fluído para o acendimento. O carvão atingirá a temperatura ideal em 5 minutos, e tudo podera ser jogado fora ou até enterrado após o uso.




    
A Casus Grill parece uma caixa de pizza. A embalagem é feita em papelão reciclado e revestida com rochas vulcânicas que protegem o papelão do fogo. A estrutura recebe palitinhos de bambu, o mesmo material de que é fabricada a grelha. Tudo natural, e o fogo dura uma hora, o que dá para grelhar muita coisa.
 
 
Confesso que essa semana eu estava caçando algum assunto de tecnologia para postar, e me deparei com esta maravilha da preguiça moderna. É, isso mesmo, uma churrasqueirinha pequena, de papelão. Li rapidamente a embalagem, e já pensei na fanfarrice que seria fazer um churrasco com isso. O preço, menos de 5 dólares, não me deixava outra opção, eu TINHA que levar esse brinquedo pra casa. E assim procedi.
 
 
Nem sei se é muito útil, afinal churrasqueira se faz com dois tijolos. Mas, para você, astuto leitor, seguem duas dicas de uso bastante bacanas!


Casus Grill - Casusgrill.com
     
1 - Churrasqueirinha pra sequestro-relâmpago.

Basta deixar uma dessas sempre no porta-malas do seu carro. Quando o bandido te abordar, apenas entregue o seu cartão do banco com a senha pra ele e entre no porta-malas, local destinado à vítima em tal situação. Tudo o que você precisa fazer é pedir ao ladrão que passe num açougue pra comprar um bifinho, já que ele tá com o seu cartão mesmo. Tem sequestros-relâmpago que duram horas, você arruma alguma coisa pra fazer no porta-malas enquanto o safado dilacera a sua conta bancária, e um churrasquinho ainda ajuda a relaxar a tensão um pouco. Taí a dica, consumidor.
 
 
2 - Churrasqueira de primeiros socorros pra Lost.
 
Quando o pessoal do "Lost" caiu de avião na ilha, eles se lascaram pra conseguir fazer fogo. Fez bolha na mão, o véio gordinho teve que esfregar pauzinho durante um tempão... Imagina se tivesse uma dessas embaixo de cada poltrona? O Sawyer ia roubar todas pra ele, enterrar, esconder e depois trocar tudo por favores sexuais da garota sardenta gatinha. Além disso, eles poderiam chamar o pessoal da Iniciativa Dharma pra um churras de confraternização e evitar a maior treta com Os Outros.
 
Ah, e ela também faz uma fumaça sinistra.





O lado negro do Arco-íris - Parte 3 de 3




Por Claudemir Andrade


 

"O lunático está na minha cabeça
Você levanta a lâmina, você faz a mudança
Você me refaz até eu ficar são
Tranque a porta
E jogue fora a chave
Há alguém na minha cabeça mas não sou eu
E se a nuvem carregada trovejar em seu ouvido
Você gritar e ninguém parecer ouvir
 

E se a sua banda começar a tocar diferentes melodias
Eu verei você no lado escuro da lua"
 
 

As frases aparentemente perdidas nas músicas podem ganhar significado associando ao filme.
 

Quando Dorothy segue para a Cidade das Esmeraldas, para que o todo poderoso Mágico de Oz (Frank Morgan) possa leva-la de volta ao Kansas, encontra no caminho o Espantalho (Ray Bolger, que em meio a tantos talentos consegue se destacar pela qualidade da interpretação de seu cômico Scarecrow), que segue com ela em busca de um cérebro, o Homem de Lata (Jack Haley), em busca de um coração, e o Leão Covarde (Bert Lahr) que busca coragem.
 

A superação dos percalços que os personagens encontram não vem da magia. Ela pode até salvar, quando a bruxa boa faz nevar para anular o efeito soporífero das papoulas, mas essa é uma estratégia cinematográfica ausente na história original.
 

A real solução para os problemas está dentro de cada indivíduo e muitas vezes só precisa de um olhar externo que lhe mostre o caminho. Percorrer o caminho é, portanto, indispensável para a aprendizagem.


Dorothy - Pixabay
   

O filme acompanhado pelo disco ficou conhecido como "Dark Side of the Rainbow". Inacreditavelmente fantástico.
 

Alguns momentos da suposta sincronia:
 

1 – “The lunatic is on the grass” (“o lunático está na grama”) da música Brain Damage é cantado enquanto o Espantalho age como um louco.

 
2 – home, home again” (“em casa, em casa novamente”). Toca quando Dorothy volta para casa.
 
3 – A cauda do cachorro Toto se move conforme os ruídos em On the Run
 
4 – Quando Dorothy canta pela primeira vez no filme, ela olha para o céu aparentemente procurando algo. No disco nesse momento são ouvidos sons de avião.
 
5 – Os sons de relógios na introdução de Time parecem ser os sons da buzina da bicicleta de Elvira Gulch.
 
6 – A música The Great Gig in the Sky parece ser trilha Sonora da cena do tornado.
 
7 – As bailarinas dançam ao ritmo de Us and Them
 
8 – Quando a bruxa má aparece, a música fala “black”, referencia à sua roupa preta
 
9 – Quando a bruxa má morre, escutam-se gritos do começo da música ‘Speak to me/Breathe’.
 
10 – As batidas de coração do disco ocorrem no exato momento em que Dorothy encosta seu ouvido no peito do Homem de Lata.
 

As histórias que permeiam as coincidências geradas pelo filme "O Mágico de Oz" e o álbum da banda Pink Floyd "Dark Side of the Moon"  intrigam as cabeças dos fãs pelo mundo todo.
 

Abaixo, os incrédulos podem conferir o resultado completo e tirarem suas próprias conclusões!




    

 

 
 





O lado negro do Arco-íris - Parte 2 de 3




Por Claudemir Andrade
 
 
 

"Corra, coelho, corra
Cave aquele buraco, esqueça o sol
E quando afinal o trabalho estiver feito
Não se sente, é hora de cavar outro"
 

 
 

Segundo a teoria, a sincronização ocorre quando o disco "Dark side of the Moon" é iniciado ao terceiro rugido do Leão da MGM.
 

 Inexplicavelmente a banda negou qualquer intenção de fazer isso, como se fosse possível tudo ser coincidência. A sincronia só começou a ser divulgada no fim dos anos 90. Hoje há centenas de evidências apontadas.
 

Muitas provavelmente são mesmo aleatórias, talvez até induzidas pelo clima do filme, porém as mudanças de ritmo, coincidências de falas e até sincronia de movimentos dos personagens com sons do disco dão corpo à palavra genialidade.
 

Em uma sinopse rápida o “Mágico de Oz” pode passar por uma fábula infantil. A pequena Dorothy (Judy Garland) vive na fazenda de seus tios, no Kansas. Uma vida apática, com a solidão entre os adultos quebrada apenas pela companhia de seu cão, Toto. Um tornado faz com que a casa voe pelos ares, cena que pode ficar ainda mais encantadora ao som de “The great gig in the sky”, aterrissando na maravilhosa terra de Oz. É neste ponto, quando Dorothy sai da casa, que o filme passa a ser colorido.
 

Muitos dizem ser esse o significado da capa do disco, uma luz monocromática que passa por um prisma, revelando as cores do arco-íris.


The dark side of the rainbow  - Pixabay
     

A partir deste ponto a história ganha personagens e metáforas que a afastam de um passatempo para crianças. Sem deixar de entreter, muitas mensagens podem ser identificadas no enredo. A estrada de tijolos amarelos, que simboliza o ouro e guia Dorothy, é pisada ao som de “Money”, no livro com sapatos prateados para indicar a necessidade de substituição da moeda do país, no filme foram usados sapatos de rubi, cujo vermelho brilha intensamente na tela, ressaltando as cores que ainda eram novidade nos filmes.
 

Em meio às bruxas boas e más, interpretadas como referência aos conflitos entre regiões norte americanas, é possível encontrar temas mais amplos e universais. A loucura, o medo, a ganância, o poder, a morte, são alguns pontos abordados claramente, que serviram de base para o tema das letras e a própria atmosfera da gravação do Pink Floyd.
 

Muitas falas que permeiam as músicas foram gravadas em entrevistas com funcionários do estúdio, estimulados pelos músicos a falarem sobre os temas abordados.
 

É impossível esgotar tudo o que há para dizer sobre a junção de três obras tão importantes para a literatura, música e cinema em um texto. Quem sabe em um livro. Mas é notável a relação entre essência e aparência trabalhada o tempo todo no enredo.
 

O poder do Mágico, capilarizado em Oz, não passa de uma ilusão, assim como o medo que o sustenta, não é real, não vai além das fronteiras do indivíduo e só ganha força por uma ilusão coletiva.