ARTIGOS

Empatia e confiança movem pessoas


por Geraldo Bonadio
Você se decepciona quando, após explicar aos seus colaboradores e subordinados, em detalhes, as condutas que deveriam assumir numa determinada situação, os vê, quando chega aquele momento, fazerem o oposto do que aguardava. Em tais ocasiões, o baque é inevitável, mas não deve levá-lo ao desespero. Encontre o que não deu certo, corrija o defeito e, à frente, colherá sucessos e alegrias.

Foi chamado a trabalhar com pessoas que não conhecia antes, num ambiente diverso do habitual? Evite ir com muita sede ao pote. Antes de disparar uma rajada de ordens, verifique se os seus ouvintes entendem o que lhes está sendo dito, sabem que você tem autoridade para mandar que ajam desta ou daquela maneira, confiam em sua pessoa e cumprirão suas ordens sem vacilar.

Durante os campeonatos de futebol em nosso país, muitos técnicos perdem o emprego, apesar de serem profissionais experimentados e haverem, anteriormente, levado equipes modestas à vitória em duras competições. Certos de que teriam êxito mais uma vez, esqueceram-se de que, para mover atletas é indispensável, antes, conquistar-lhe os corações e mentes. Não se deram conta de que suas palavras e ordens eram filtradas e descartadas pelos códigos e valores daquele coletivo.

Falaram e mandaram, mas o sentido de seus gestos de comando não foi entendido. A colaboração esperada não se concretizou, os insucessos se amontoaram e o clube preferiu entregar o comando a alguém mais atento à cultura do grupo. São Tomé às avessas, a cultura de grupo só vê o que crê, só acolhe o que se afina com suas crenças.

Quer compor uma equipe que se conduza de forma integrada? Conquiste, antes, a lealdade dos parceiros. Só assim será ouvido e obedecido.

"É por isso que lhes falo em parábolas: porque veem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender."

Evangelho segundo Mateus 13:13 Bíblia do Peregrino



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